Para celebrar o Dia do Professor 2016, compartilhamos o pensar de Paulo Freire sobre as “verdades da profissão de professor”. Boa Reflexão. Bom Proveito!

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores.

Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados.

Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos.

Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

PAULO FREIRE
Patrono da Educação Brasileira

(Recife, 19-09-1921  – São Paulo, 02-05-1997)

Formado em Direito pela Faculdade do Recife, Paulo Freire tornou-se educador libertário, dedicado à educação e, em especial, ao combate do analfabetismo no Brasil. Seu livro “Educação como Prática da Liberdade” é um hino à educação libertadora no Brasil e no mundo inteiro.

Para alfabetizar os excluídos, criou o Método Paulo Freire, baseado em palavras simples do vocabulário de cada local,  cada região.  Seu método, aplicado por ele mesmo, primeiramente no Rio Grande do Norte, em 1963, mostrou que uma pessoa adulta pode aprender a ler e a escrever em 45 dias.

O governo João Goulart, deposto em 1964, havia encomendado a Paulo Freire um plano para a erradicação do analfabetismo do Brasil. O golpe de 1964, não só o prendeu por 72 dias, mas o obrigou a sair do Brasil.

Exilado no Chile, trabalhou no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Durante seus cinco anos de trabalho no Chile, escreveu e publicou, em 1968, uma de suas obras primas, o livro “Pedagogia do Oprimido”.

Em 1969, lecionou na Universidade de Harvard (Estados Unidos), e na década de 1970, foi consultor do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional a governos de países pobres, a maioria no continente africano, que viviam na época um processo de independência.

No final de 1971 fez sua primeira visita a Zâmbia e Tanzânia. Em seguida, passou a ter uma participação mais significativa na educação de Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. E também influenciou as experiências de Angola e Moçambique.

Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil, onde escreveu dois livros tidos como fundamentais em sua obra: “Pedagogia da Esperança” (1992) e “À Sombra desta Mangueira” (1995). Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, foi secretário de Educação no Município de São Paulo, sob a prefeitura de Luíza Erundina.

Doutor Honoris Causa por 27 universidades, Freire recebeu prêmios como: Educação para a Paz (das Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (da Organização dos Estados Americanos, 1992).

ANOTE AÍ:

Parte do conteúdo da biografia de Paulo Freire encontra-se em: https://pensador.uol.com.br/autor/paulo_freire/biografia/

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