s1Depois de 64 dias na estrada, 12 mil quilômetros rodados; 37 municípios alcançados; 43 escolas visitadas; 670 atendimentos de filiação e/ou recadastramento; e outros 670 atendimentos jurídicos, para solução de problemas como aposentadoria, averbação de tempo de serviço, mas, principalmente, na área de Saúde Financeira, os resultados são extraordinários.

Desde o dia 26 de abril, quando o projeto começou, em Silvânia, até o encerramento no dia 30 de junho, em Inhumas, 3 mil educadores foram envolvidos nas mais diversas atividades do Sintego Itinerante. Sob todos os ângulos, um sucesso extraordinário de mobilização es2 realização, graças ao engajamento dos e das presidentes das Regionais do Sintego em cada local, lideranças que fizeram o projeto acontecer.

“Pra nós foi maravilhoso. Quando a Bia apresentou o projeto eu fui contra, porque nós ainda não tínhamos conseguido avançar na negociação do piso com o Estado, e eu achava que não ia dar certo, mas nos convencemos e topamos e foi realmente uma experiência muito positiva, todo mundo gostou. Muita gente fez carteirinha, muita gente foi atendida pelo jurídico, muita gente conheceu pessoalmente a presidenta Bia. Inclusive todo mundo aqui dos cinco municípios da Regional está pedindo bis”, diz Suedes do Rosário Lopes, ex-presidenta e atual tesoureira da Regional Sindical de São Miguel do Araguaia.   s4

O Sintego Itinerante é uma proposta de trabalho apresentada durante a campanha eleitoral para renovação da direção do sindicato, em 2014, com o objetivo de se aproximar da base, fortalecendo a luta sindics6al, que permitiu os avanços dos últimos anos, principalmente agora, que o cenário nos aponta para grandes perdas de direitos e retrocessos na política educacional.

Em cada município, o Sintego Itinerante se reuniu com educadores e visitou escolas, repassando informações sobre as ações desenvolvidas na defesa dos direitos dos trabalhadores, explicando a pauta que está em discussão com o governo estadual, e também agiu para solucionar entraves nas negociações nos3s municípios, como em Simolândia, Quirinópolis, Amaralina Jussara e Nova Glória.

Em Inhumas, durante as atividades do encerramento, que incluíram a inauguração da nova sede da Regional Sintego, o clima com o projeto era de total contentamento: “Estamos muito felizes. Ganhamos uma sede nova com recepção, sala pra Presidência, pra Direção, pro Administrativo, pro Financeiro, todas elas com jardins internos para facilitar a entrada da luz, banheiros feminino e masculino, uma copa muito confortável e até um auditório para 50 pessoas. Aqui, nossa equipe toda agradece por nosso sonho realizado. Queremos de novo o Sintego Itinerante”, diz Joana D’arc Cardoso Lourenço, presidenta da Regional de Inhumas, s5que congrega outros 11 municípios.

Na reunião da direção estadual, realizada na nova sede, Bia de Lima fez um balanço do Sintego Itinerante, avaliando que o projeto comprovou a força e o respeito do sindicato junto à categoria e reorganiza a luta, aumentando, ainda mais, a responsabilidade de toda a direção na defesa dos direitos duramente conquistados para toda a categoria. Bia avaliou a aproximação da direção estadual com a base como um dos pontos mais positivos do Sintego Itinerante 2016.

Em entrevista concedida à Xapuri em Inhumas, Bia de Lima detalhou sua avaliação dos resultados do projeto e apontou os desafios para o segundo semestre.

x  Qual sua avaliação final do projeto?

Bia de Lima – Uma experiência extraordinária. O Sintego Itinerante nos mostrou que entramos num caminho sem volta de reorganização da nossa categoria para fortalecer o nosso trabalho e a nossa luta em todo o Estado. A internet é importante para fazermos a comunicação, mas não substitui a presença forte e diária nas escolas para fazer o diálogo e o debate sobre nossa luta e nossas reivindicações.

x  Quais foram os assuntos de maior interesse?

Bia de Lima – Nas questões mais gerais, a privatização da Educação em Goiás, as OSs, o piso salarial, as contratações temporárias, o bônus do governo do Estado, que bota cabresto, intimida e desmobiliza a categoria. Na relação com o Sintego, as dificuldades de comunicação com a Central (que vamos resolver!), as questões jurídicas, muitas delas sobre aposentadoria, e o Clube de Caldas Novas. Muita gente querendo saber sobre o Clube, o que foi ótimo.

x  Qual a principal preocupação da Categoria?

Bia de Lima – Depende muito da Regional, mas uma coisa que preocupa a todos é a informação de que o governo do Estado só vai pagar o piso para os professores PI e PII, que são menos de mil. Com essa decisão, mais de 35 mil professores terão seu direito desrespeitado. Da mesma forma, a data-base do administrativo das escolas está sendo ignorada.

x Quais foram as principais dificuldades encontradas?

Bia de Lima – O que encontramos de situação mais difícil foi a recusa de algumas escolas a abrir as portas para o Sintego. Nesses casos, tive que partir pro diálogo e, em algumas situações, falar duro com quem estava barrando nossa entrada, porque permitir o acesso às escolas para que possamos organizar e dar apoio aos trabalhadores e trabalhadoras da Educação não é favor, é direito nosso.

x Quais os pontos mais positivos do Sintego Itinerante?

Bia de Lima – Vimos um sindicato em movimento, com muita gente trabalhando e muita coisa boa acontecendo. Comprovamos que o Sintego é querido pela categoria e que nossa presença na base fortalece a nossa luta. A experiência de levar atendimento jurídico, facilitar a filiação e a entrega de carteirinhas, e de montar um trabalho eficiente de comunicação foi muito positiva. Soubemos na prática o quanto é importante melhorar a comunicação da Central com as Regionais.

x O que vem agora?

Bia de Lima – O Sintego Itinerante vai continuar no próximo ano. Vamos ajustar o projeto para que tenha resultados ainda mais extraordinários. Para o segundo semestre, estamos nos preparando para o embate com o Governo do Estado, que insiste em terceirizar a Educação por meio da contratação das OSs (acaba de lançar novo Edital), que debilita nossa organização com bônus e contrato temporário, e que se recusa a pagar o piso salarial da categoria. Há indicativo de greve. Nas reuniões do Sintego Itinerante, as pessoas sempre me perguntavam: “Greve é um bom caminho?” Eu respondi e respondo: Fazer greve é péssimo, mas pior ainda é ficar sem aumento, é ficar sem emprego, é deixar o Governo Marconi terceirizar a Educação em Goiás. E, para fechar o ano, teremos o Congresso do Sintego, em novembro, quando discutiremos valorização profissional, carreira, financiamento da Educação e muitos temas importantes para o ensino público de Goiás.

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