O SINDICATO COM O PÉ NA ESTRADA

“Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar. ”
Thiago de Mello

Entre os meses de abril e junho, os mais de 12 mil quilômetros de estrada (ida e volta) que unem a Central do Sintego, em Goiânia às suas 36 Regionais Sindicais, localizadas em todos os quadrantes do Estado de Goiás, foram percorridos nesse “jeito novo de caminhar” e de fazer luta sindical: o Sintego Itinerante.

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Sintego Itinerante presta assessoria jurídica e administrativa a educadores de Campos Belos

Garra, determinação, entusiasmo e disposição são as palavras-chave do Sintego em sua itinerância. Coordenada pela presidenta Bia de Lima, a equipe de seis profissionais foi a campo para cumprir com o compromisso de campanha da Chapa 1 para a gestão 2014/2017: aproximar e fortalecer a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras da Educação.

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Educadores de São Miguel do Araguaia lotam o plenário durante a plenária do Sintego Itinerante

Em reuniões ou em visitas às escolas, Bia de Lima teve a oportunidade de aprofundar as discussões e atender às demandas da categoria. “O Sintego Itinerante é uma forma de nos aproximarmos ainda mais dos trabalhadores da Educação, discutir na base, de orientar juridicamente nossos filiados e de fortalecer a nossa luta em defesa dos nossos direitos, principalmente neste momento em que sofremos ameaças de perdas de direitos duramente conquistados, como o Piso salarial, a aposentadoria especial e até mesmo a nossa estabilidade”, declara Bia de Lima.

Assim, de município por município, reunião por reunião, escola por escola, o Sintego Itinerante foi cumprindo suas metas de atendimentos, como sindicalização e recadastramento; assistência jurídica para solucionar pendências de aposentadoria, averbação, titularidade, progressões, em resumo: melhorando e ampliando o vínculo do sindicato com a base. Mas também, o Sintego Itinerante foi além disso, procurando solucionar situações junto às administrações municipais e garantir ganhos aos educadores, como o pagamento do Piso, em Quirinópolis; implantação de Plano de Carreira, em Amaralina;  e pagamento da titularidade, em Simolândia.

 

O Sintego Itinerante e a categorias14

Junto à categoria, o Sintego Itinerante foi absolutamente aprovado. Despertou nos trabalhadores sentimentos diversos, como a importância da sindicalização como meio de luta para garantir e ampliar direitos, na opinião da servidora administrativa da Rede Estadual de Educação, em Uruaçu, Ivone Maria da Silva, que declarou: “O Sintego é importante na nossa vida porque é ele quem tem a força de lutar por nossos direitos”. De pertencimento a osindicato, como no caso do professor aposentado, José Timóteo de Lima, de Ceres, filiado há 34 anos. “Se não fosse o sindicato, estaríamos perdidos por causa das políticas dos governos para a Educação”, afirmou. E a necessidade de união da categoria para o fortalecimento da luta, segundo o professor da Rede Estadual de Educação de São Miguel do Araguaia, Silvio Dias Freitas, que foi categórico: “Não tem outra via de luta que não seja sindicalizar e participar efetivamente da luta da categoria”. A ele se junta a professora Clea Luiza Rosa Dias, de Morrinhos, “O Sintego Itinerante mostrou que nós também precisamos nos unir ao sindicato para fortalecer a luta em nosso próprio favor”.

Presidenta do Sintego se reúne com educadores do Colégio Estadual Alice Pereira Alves, em Mineiros

Presidenta do Sintego se reúne com educadores
do Colégio Estadual Alice Pereira Alves, em Mineiros

ACHADOS DO SINTEGO ITINERANTE

Nas viagens do Sintego Itinerante, algumas belas surpresas foram encontradas. Professoras/escritoras, formas de incentivo à leitura e campanhas de esclarecimento e respeito às mulheres.

ÁGUAS LINDAS

A professora Iraci Pereira Lima presenteou a presidenta do Sintego, Bia de Lima, com um exemplar do livro “A Gatinha Carinhosa”, que escreveu para criticar o sistema público de saúde ao contar a história vivida por uma família de Posse, cuja mãe quase perdeu a filha por falta de atendimento médico. O livro foi lançado em julho do ano passado e é vendido nas escolas.

ITUMBIARA

Em Itumbiara, a professora Silene Maria Silva promoveu o livro “Vamos Brincar? Brincando a gente se entende!”, fruto de experiências vividas em sala de aula. Silene mostra como as brincadeiras e a afetividade podem e devem ser usadas como ferramentas para a aprendizagem e o bom desenvolvimento da criança. O livro é vendido nas escolas de Itumbiara.

SIMOLÂNDIA

Desenvolvida pelo professor Florisvaldo F. Mobilis, da Escola Municipal Jardim Brasil, a pneuteca ganhou espaço em todas as escolas do município. Ela faz parte do projeto “Agrinho Juntos e Misturados”, que usa pneus recicláveis para a construção de pequenas estantes para 20 a 25 livros, que ficam fixadas nas paredes do pátio das escolas.

URUAÇU

No Colégio Estadual Polivalente, em Uruaçu, alunos e professores constroem juntos a campanha #NãoàCulturaDoEstupro. Cartazes são produzidos e espalhados pela escola. Conversas sobre estupro e violência contra a mulher e pessoas indefesas são realizadas em atividades transversais, inclusive nas aulas de Educação Física.

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