Entidades apoiam a política de cotas

Entidades apoiam a política de cotas

Entidades apoiam a política de cotas e defendem sua ampliação e aperfeiçoamento

Importante instrumento de democratização dos espaços de ensino, a Lei de Cotas fará 10 anos em 2022 e deve passar por uma revisão. Mas atualmente, a revisão deve ser vista com uma forma de ampliar o alcance e a abrangência dela como forma de reparação à sociedade…

Por Mídia Ninja

Instituições educacionais e demais grupos atuantes em prol de uma educação antirracista vêm a público para convocar a sociedade a apoiar essa ação afirmativa de forma a evitar que a Lei de Cotas seja prejudicada dentro do nosso atual cenário político eleitoral neste ano de 2022. Com um manifesto, as entidades pedem por uma educação mais plural, em que o país tenha sua multiplicidade de vivências e conhecimentos representada dentro do ambiente acadêmico.

Veja quem já apoiou o manifesto até agora: Arco Escola-Cooperativa; Associação Beit Midrash Massoret – Sinagoga e Centro de Estudos, São Paulo; Associação Cultural Mordechai Anilevich; Associação Palas Athena do Brasil; Casa do Povo; Centro de Trabalho Indigenista (CTI); Colégio Equipe; Comissão Antirracista de Pais, Mães e Responsáveis por Alunes do Colégio Equipe; Comissão Guarani Yvyrupa (CGY); Comunidade Shalom – Sinagoga Masorti de São Paulo; Escola da Cidade; Escola Vera Cruz; Escola Vila Verde / Instituto Caminho do Meio Alto Paraíso; Grupo de Pais Escola Parque Pela Diversidade Racial – GEPDR; Grêmio Pão de Milho – Colégio Equipe; Instituto AMMA Psique e Negritude; Instituto Brasil-Israel (IBI); Instituto Equipe Cultura e Cidadania; Instituto Sedes Sapientiae; Judeus Pela Democracia – RJ; Judeus pela Democracia- SP; Liga Interescolas por Equidade Racial; Núcleo de Ação Antirracista da Famílias da Escola da Vila (NAA), Rede Ubuntu de Educação Popular; Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP); Universidade Zumbi dos Palmares

Para ler o manifesto e apoiar a luta, acesse: https://institutoequipe.org.br/manifesto/

Foto capa: Thales Ferreira/Mídia NINJA

 

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana do mês. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN Linda Serra dos Topázios, do Jaime Sautchuk, em Cristalina, Goiás. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo de informação independente e democrático, mas com lado. Ali mesmo, naquela hora, resolvemos criar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Um trabalho de militância, tipo voluntário, mas de qualidade, profissional.
Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome, Xapuri, eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também. Correr atrás de grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, ele escolheu (eu queria verde-floresta).
Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, praticamente em uma noite. Já voltei pra Brasília com uma revista montada e com a missão de dar um jeito de diagramar e imprimir.
Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, no modo grátis. Daqui, rumamos pra Goiânia, pra convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa para o Conselho Editorial. Altair foi o nosso primeiro conselheiro. Até a doença se agravar, Jaime fez questão de explicar o projeto e convidar, ele mesmo, cada pessoa para o Conselho.
O resto é história. Jaime e eu trilhamos juntos uma linda jornada. Depois da Revista Xapuri veio o site, vieram os e-books, a lojinha virtual (pra ajudar a pagar a conta), os podcasts e as lives, que ele amava. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo a matéria.
Na tarde do dia 14 de julho de 2021, aos 67 anos, depois de longa enfermidade, Jaime partiu para o mundo dos encantados. No dia 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com o agravamento da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.
É isso. Agora aqui estou eu, com uma turma fantástica, tocando nosso projeto, na fé, mas às vezes falta grana. Você pode me ajudar a manter o projeto assinando nossa revista, que está cada dia mió, como diria o Jaime. Você também pode contribuir conosco comprando um produto em nossa lojinha solidária (lojaxapuri.info) ou fazendo uma doação via pix: contato@xapuri.info. Gratidão!
Zezé Weiss
Editora

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