Indígenas Isolados ganham  projeto de proteção  etnoambiental

Já foram iniciadas as ações do projeto Proteção Etnoambiental de Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato na Amazônia Brasileira. Executado pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI), em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai), com apoio financeiro do Fundo Amazônia, o projeto prioriza o incremento da interlocução com povos indígenas e outras populações que habitam o entorno ou que compartilham territórios com índios isolados.

A iniciativa visa proteger povos indígenas isolados em países como Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Suriname, Venezuela, Guiana e Guiana Francesa.

Além de estabelecer pontes de diálogo e cooperação entre a política pública de proteção aos povos isolados e de recente contato e as diversas políticas e estratégias locais de gestão territorial, o projeto busca ampliar a participação da sociedade civil em agendas relacionadas à proteção de povos indígenas isolados em contextos de fronteira.

Outra frente de ação, em fase de desenvolvimento, consiste na implantação da plataforma digital do Boletim Povos Isolados na Amazônia, com objetivo de ser um canal que concentre e dissemine notícias, entrevistas, artigos, mapas e imagens sobre os isolados em toda a bacia amazônica.

SÍNTESE DOS PLANEJAMENTOS PARA 2016:

Reuniões com equipes das Frentes de Proteção Etnoambiental e Coordenações Regionais das áreas focais de atuação pactuaram propostas de atividades a serem realizadas neste ano

Entre o final do ano passado e início deste ano, as Equipes das Frentes de Proteção Etnoambiental Awá Guajá, Cuminapanema, Médio Xingu, Madeirinha/Juruena, Envira e Madeira Purus se reuniram com representantes do Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e da Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC/Funai) para avaliar o plano de trabalho e ações executadas em 2015 no âmbito do projeto Proteção Etnoambiental de Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato na Amazônia. Nas reuniões também foram elaboradas propostas de planejamento anual para as atividades de 2016.

Equipe do CTI reunida com represetantes da Frente de Proteção Etnoambiental Awá-Guajá e da CGIIRC/Funai em São Luís (MA) (Fotos: Acervo CTI).

Os encontros aconteceram, respectivamente, em São Luís (MA), Alter do Chão (PA), Cuiabá (MT), Rio Branco (AC) e Lábrea (AM). Esta última também contou com o acompanhamento de representantes do BNDES/Fundo Amazônia, entidade que apoia financeiramente o projeto. As propostas de planejamentos serão discutidas com as organizações indígenas, parceiros locais e Funai para ampla pactuação e articulação.

As atividades de interlocução com o entorno de território de isolados serão executadas nas TIs foco de atuação. São elas: TI Araribóia, TI Caru e TI Awá (MA); TI Nhamundá-Mapuera, TI Trombetas-Mapuera e TI Kaxuyana-Tunayana (PA); TI Jamamadi/Jarawara/Kanamati, TI Banawá e TI Hi-Merimã (AM), TI Kawahiva do Rio Pardo (MT), TI Kampa e Isolados do Rio Envira, TI Kashinawá do Rio Jordão (AC), entre outras.

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