“Feijão Divino Espírito Santo” – Uma história de fé que a ciência tateia em explicar. É o relatório que me chegou através do renomado advogado de Formosa, Goiás, Nelson Curado. Diz respeito ao “Feijão Divino Espírito Santo”, grão plantado em Lamim, na Zona da Mata de Minas Gerais que traz uma mancha vermelha considerada pela comunidade católica como símbolo do Divino Espírito Santo. O plantio do Feijão, padroeiro da cidade, vem de uma tradição  de mais de 210 anos.

Por Padre Joacir d´Abadia

Estando na Cúria Diocesana de Formosa no dia 11 de junho de 2019, eu tive a oportunidade de conhecer essa história misteriosa, seja para a fé ou para a ciência, enquanto esperava o bispo Dom Adair para assinar os contratos da compra de dois lotes no Jardim Europa para fazermos a Capela da Paróquia Santa Luzia – São Cristóvão, que na atualidade funciona na escola do setor Padre José.

Ao que reza a história, tudo começou, conforme José Geraldo, no ano de 1801, quando o sitiante Brás Teixeira da Cunha, homem pobre, foi sorteado para festeiro nas comemorações do Divino Espírito Santo, celebrado no dia de Pentecostes, no mês de maio. Envergonhado por não ter dinheiro para festejar as festividades, o camponês prometeu que, se tivesse um aumento na produção do feijão, venderia toda a safra para custear as homenagens ao padroeiro.

Não deu outra. “A colheita foi grande e, mesmo plantando uma semente comum, o grão veio com o resplendor do Divino Espírito Santo. Tamanha foi a surpresa no Arraial que todos os fazendeiros se uniram e ajudaram o pobre sitiante com as despesas, ” diz José Geraldo, que encontrou registro do episódio de autoria de João Medeiros Duarte, datado de 1889 num manuscrito da Paróquia local.

Vou deixar o acontecimento para a ciência desvendar e vou acolher o mistério da fé. Ganhei um grão deste “Feijão Divino Espírito Santo”. Se nascer com a imagem do Divino, saberemos que no Goiás o “Espírito Santo” continua com seu mistério desafiando a pesquisa e aumentando a fé do povo.

Padre Joacir d´Abadia -Filósofo. 


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Réquiem para o Cerrado – O Simbólico e o Real na Terra das Plantas Tortas

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