A Sedução Erótica como uma Linguagem Corporal –

Por Padre Joacir Soares D´Abadia –

A sedução está presente na vida das pessoas, contudo, nem sempre é conscientemente percebida. Ela chega ao indivíduo de diversos modos. Pode estar no campo interpessoal ou no campo dos objetos, como por meio de propagandas televisivas, em “Outdoors”, nas marcas: de roupas, sapatos, carros e  etc. Todas estas artimanhas são usadas para induzir ao consumismo.

“Sedução  (do termo latino seductione) é o ato de seduzir ou de ser seduzido, de fascinar, encantar. Em um sentido pejorativo, é o ato de atrair para o mal… inclusive através do uso de linguagem corporal” (Wikipédia).

A sedução erótica usada como uma linguagem corporal cansa a pessoa seduzida sendo que se necessita de uma recusa constante não ao sedutor senão ao erotismo. Se negar ao indivíduo em si, ele se ofende.

Causa um grande sofrimento por ter que lidar com tal pessoa mesmo que se usa de uma certa maturidade no trato relacional. Na “teoria da sedução” Sigmund Freud afirmava que toda neurose surgiria a partir de um trauma  sexual ocorrido na infância.

Então se precisa ter uma grande responsabilidade para com a ação, pois receber  tudo como um impacto necessário de se encontrar um caminho diferente para chegar ao mesmo ponto de partida, é o foco em questão, a sedução erótica.

Mas o modo de se equilibrar sua vida afetiva no confronto com o humano que também está naquele que recebe a ação é assumir que mesmo na repulsa do fato em si não existe um querer insano primeiramente assumido como real.

Contudo, aquele querer é transmitido ao outro igual a um recurso escasso afetivamente.

A pessoa dissocia seu querer ao desejo de outrem. Acontece um desmoronamento dos valores contidos na auto imagem desconstruídas de idealizações de uma vivência fracassada em meio a verdade proposta com a verdade que está dentro do sujeito.

Neste caso, por se tratar de assuntos relacionados à disposições internas sentimentais, cabe organizar a percepção afetiva que está envolvida aquele seu sentimento de repulsa.

O que se refere a esta motivação é saber com muita clareza de sua identidade sem desprestigiar o outro. Mesmo que aquele me chega desprovido dos ideais que eu carrego.

Em síntese, a sedução sexual, erotizada, é uma sedução que não identifica o indivíduo. É uma sedução gratuitamente chegada ao seduzido como também de graça pode a deixar. Chega de graça: representa baixeza, coisa sem valor. No trato interpessoal é considerado desprezível. Já na relação com  os objetos ela ganha uma problemática passível de deixá-la sem nenhuma resposta devido seu requer incessante em apenas induzir o consumismo.

 

ANOTE AÍ:

Padre Joacir d’Abadia, Pároco de Alto Paraíso-GO. Filósofo. Escritor. Especialista em Docência do Ensiono Superior.

E-Mail: joacirsoares@hotmail.com

Telefone: 015 61 9 9931 5433

As imagens que ilustram esta matéria são do pintor Otoniel Fernandes Neto,  www.otonielartebrasil.com.br, de Alto Paraíso de Goiás, gentilmente cedidas ao autor.

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