Por Iêda Leal

Neste mês do Carnaval, a maior festa popular do planeta, celebramos a cultura ancestral das mulheres Kalunga, expressada na Sussa, dança movida ao repique das caixas, ao toque rápido das bruacas e à cantiga de versos simples e variados, como a cantiga do marimbondo, que elas dançam rodopiando, como se estivessem coçando umas às outras, como se estivessem sido picadas por marimbondos.

 

Levanta a saia, mulata,

não deixa a saia molhar.

A saia custou dinheiro,

Dinheiro custa a ganhar.

 

Ô menina, o que você tem?

Marimbondo, sinhá,

marimbondo, sinhá.

É hoje, é hoje

que a palha da cana voa.

É hoje, é hoje

que tem de avoar.

 

Rainha de ouro,

de ouro só.

Esse rei é de ouro,

de ouro só.

Ô sala de vadiar,

varanda.

Ô sala de vadiar,

Varanda.

Iêda Leal – Coordenadora Nacional do MNU.

 

Salve! Este site é mantido com a venda de nossas camisetas. É também com a venda de camisetas que apoiamos a luta do Comitê Chico Mendes, no Acre, e a do povo indígena Krenak, em Minas Gerais. Ao comprar uma delas, você fortalece um veículo de comunicação independente, você investe na Resistência. Comprando duas, seu frete sai grátis para qualquer lugar do Brasil. Visite nossa Loja Solidária, ou fale conosco via WhatsApp: 61 9 9611 6826.

 

 

Leave a Reply

Your email address will not be published.