Por: Lúcia Resende

Pra quem nunca andou pelas bandas do Rio Içana, na fronteira do Brasil com a Colômbia e a Venezuela, nem visitou as comunidades do Alto Rio Negro/Guainía, ou os centros urbanos de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel e Barcelos, no Estado do Amazonas,  territórios onde estão localizadas as aldeias do povo Baniwa, provavelmente a palavra jiquitaia remete apenas à famosa formiga lava-pés, ou formigas-de-fogo, cuja ferroada esquenta e arde, amedronta de tão dolorida.

Mas jiquitaia é também um molho super picante, feito à base de pimentas, usado há milênios pelos Baniwa como proteção contra os maus espíritos, purificador de alimentos e antisséptico facial. O molho é preparado com uma mistura de pimentas que, depois de secas ao sol, são piladas junto com sal e, algumas vezes, temperadas com molho de queijo.

O jeito de fazer é, teoricamente muito simples: basta colocar as pimentas, o sal e o molho ou água fervida em um pote e deixar curtir por alguns dias, ficando a jiquitaia pronta quando o pote for aberto e já não sair nenhum gás oriundo da mistura. Mas o bom mesmo é comprar a jiquitaia das próprias comunidades indígenas.

Como? O site Arte Baniwa traz uma lista dos vários locais na Amazônia e fora dela onde se pode comprar a jiquitaia Baniwa.

Lúcia Resende – Professora – @mluciares

Fotos internas: Arte Baniwa/Medium

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