Muita gente ainda hoje usa a expressão “do Oiapoque ao Chuí” pra designar o Brasil de Norte a Sul. Há perto de 100 anos, porém, está comprovado que o rio Ailã é o curso d’água mais setentrional do país, em sua nascente, no monte Caburaí, em Roraima, na fronteira com a Guiana e a Venezuela.

Esse ponto geográfico está 84,5 quilômetros mais ao Norte do que o Oiapoque, no Amapá, conforme o relatório da Comissão de Fronteiras chefiada pelo Marechal Cândido Rondon, na década de 1930.

O Caburaí faz parte do Sistema Parima de Serras, onde se forma um belíssimo complexo de platôs que dá origem ao Planalto Venezuelano. No lado da Venezuela, o sistema de serras abriga o salto El Angel, a maior queda livre de água do mundo, com 979 metros.

Como dizer “do Chuí ao Ailã” não tem muita sonoridade, fica mais agradável aos ouvidos dizer “do Caburaí ao Chuí”, o que está absolutamente correto.

O arroio Chuí é um pequeno curso de água que nasce num pequeno pântano no município de Santa Vitória do Palmar, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. Inicialmente, o Chuí corre de norte a sul. Depois de atravessar o município de Chuí, o arroio muda sua direção para o Leste. É nesse ponto que passa a marcar a fronteira do Brasil com o Paraguai e o Uruguai.

O Chuí segue fazendo fronteira do Brasil com o Uruguai até desaguar no Oceano Atlântico, entre o Balneário de Santa Vitória do Palmar, no lado brasileiro, e o o povoado de Barra del Chuy, no lado uruguaio. A locação exata do ponto do Chuí geograficamente como o ponto mais ao sul do Brasil fica em uma pequena curva do arroio, a cerca de 2,7 km de sua foz, a 33° 45′ 03″ de altitude sul e 53° 23′ 48″ de longitude leste.

A foz do Chuí é também os extremos sul e oeste do litoral brasileiro, não do território nacional, e os extremos norte e leste do litoral paraguaio.

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Jaime Sautchuk

Jornalista. Escritor

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