40 milhões de braços cruzados na maior greve da história brasileira –  Segundo dirigentes sindicais e o jornal Le Monde, a Greve Geral deste desta sexta-feira, dia 28 de abril, foi a maior paralisação já ocorrida em solo brasileiro. Com uma adesão de cerca de 40 milhões de cidadãos e cidadãs, a Greve Geral de 2017 superou, em números,  a última grande greve nacional, ocorrida em 1989 e que, segundo as centrais sindicais, mobilizou 35 milhões de pessoas.

Para Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores-CUT,  nesta sexta-feira, o Brasil viu “a maior greve da história”. Vagner explica que a greve “foi uma resposta ao Temer e ao Congresso de que a sociedade não concorda com o fim da CLT, com a terceirização e o fim da aposentadoria.”

Vagner explica também que “depois do sucesso da Greve Geral”, o próximo passo dos sindicalistas da CUT e das demais forças organizadas do movimento social será,  a partir da próxima semana,  “ocupar Brasília” para convencer os senadores a votarem contra a reforma trabalhista, aprovada no plenário da Câmara esta semana.

Mesmo para Para Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, deputado golpista e apoiador do impopular governo de Michel Temer,  o movimento desta sexta-feira mandou um  recado para que o governo abre negociações para se fazer uma reforma “civilizada”, que não seja feita só pelo governo e o Congresso, mas com a participação dos trabalhadores.

Em resposta a críticas de que a greve só ocorreu porque houve piquetes em importantes vias, com pneus incendiados, Vagner  diz que é assim que ocorre na França, na Inglaterra, no Brasil e em outros países. “Greve não é um acordo entre a sociedade e o governo, é um confronto. Se o governo fizesse as coisas certas isso não ocorreria.

Embora um arsenal de guerra tenha sido montado pelo governo em Brasília para atemorizar a comunidade, tenham ocorrido ataques da polícia a grupos de manisfestantes em praticamente todas as regiões do país, no final da tarde o presidente golpista emitiu nota dizendo que as manifestações ocorreram livremente. As fotos da repressão falam por si.

Foto: Uesley Marcelino/Reuters

ANOTE AÍ:

Fontes dos dados e foto de capa desta matéria: CUT, Brasil 247 e Midia Ninja.

Foto: Fábio Almeida/RBS

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