Não tem jeito de perambular aqui pelas bandas da Chapada dos Veadeiros sem se encantar com Cavalcante, essa cidadezinha goiana com ares, costumes, gostos e sabores de antigamente.

É em Cavalcante que mora minha amiga Dora, a que chama biscoito de polvilho de “galho”.  O “galho” de Dora é a mesma “peta” do resto do Goiás, só que em Cavalcante se coloca semente de funcho na massa, e fica demais de bom.

Também não tem como passar por Cavalcante sem visitar pelo menos uma das mais de 100 cachoeiras espalhadas pela Chapada. Se o tempo for pouco, vale escolher as verdíssimas águas da Cachoeira de Santa Bárbara, localizada em uma comunidade quilombola Kalunga, a 20 e poucos quilômetros do centro da “vila”.

Meu neto Nilo, um quase-nativo de Cavalcante do tanto que gosta dali, sugere um passeio à Ponte da Pedra, na borda norte da Chapada, para ver o rio Domingos passar por um arco de pedra que parece uma ponte, a cerca de 30 metros de altura e dali, daquela garganta apertada, despencar 400 metros ladeira abaixo formando várias quedas e cachoeiras que escorrem pela serra.

Outra agenda imperdível são as festas religiosas de Cavalcante, em especial as romarias, que há mais de dois séculos ocorrem ao menos três vezes por ano, para homenagear Nossa Senhora da Abadia (agosto), Nossa Senhora do Livramento (setembro) e Santo Antônio (julho). As rezas acontecem sempre junto com muito forró, uma beleza!

COMO CHEGAR

Saindo de Brasília, o melhor é seguir rumo norte pela BR-020, até Planaltina de Goiás, e dali continuar viagem pela GO-118 até Alto Paraíso de Goiás e Teresina de Goiás. A partir de Teresina, segue-se pela GO-241. O trajeto é um pouco longo, cerca de 320 km, mas o ambiente acolhedor das muitas pousadas da região e os muitos atrativos de Cavalcante valem a pena!

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Zezé Weiss

Jornalista
Socioambiental

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