A história do assassinato de Chico Mendes

Nesse momento em que o Conselho Nacional das Populações Extrativistas – CNS, entidade criada por Chico Mendes e seus companheiros durante o I Encontro Nacional dos Seringueiros, em outubro de 1985, na Universidade de Brasília (UnB), convida para o Encontro Chico Mendes 30 Anos, a ser realizado em Xapuri, Acre, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro de 2018, para honrar a memória e celebrar os 30 anos da partida física de Chico Mendes dos espaços deste mundo, resgatamos a matéria “A história do assassinato de Chico Mendes”, publicada à época pelo Globo Memória.

A história do assassinato de Chico Mendes  

Por Globo Memória 

Na noite de 22 de dezembro de 1988, o ecologista Chico Mendes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, no Acre, foi morto a tiros de espingarda, no quintal de sua casa, por Darcy Alves da Silva, a mando de seu pai, o fazendeiro Darly Alves da Silva.

Chico Mendes havia sido condecorado pela ONU no ano anterior, por sua luta em defesa do meio ambiente. O ecologista, que ajudara a organizar o trabalho e a resistência dos seringueiros, foi o fundador da primeira reserva extrativista do Brasil, 40 mil hectares de exploração conservacionista, em São Luiz do Remanso, situado a 80 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre. Sua morte repercutiu no mundo inteiro, onde era conhecido como o “herói da floresta”, tendo sido o único brasileiro a participar, em 1988, de uma reunião de 500 ecologistas de todo o mundo na ONU, em Washington.

Em dezembro de 1990, depois de um julgamento que durou quatro dias, os assassinos foram condenados a 19 anos de prisão. A multidão que aguardava aplaudiu quando o juiz terminou de ler a sentença. Em 1992, Darly Alves chegou a ter seu julgamento anulado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre, mas, um ano depois, o Superior Tribunal de Justiça reformou a decisão do tribunal do Acre e manteve sua condenação pelo assassinato de Chico Mendes. Em março de 1993, Darly e Darcy fugiram da penitenciária estadual do Acre, sendo recapturados em 1996. Três anos mais tarde, Darly Alves ganhou o direito de passar os dias fora da cadeia. Após cumprirem suas penas, os dois voltaram a viver em Xapuri.

ANOTE AÍ:

 

 

Fonte: memoriaglobo

 

 

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