Desenvolvimento: Pressupostos para a Sustentabilidade

O desenvolvimento que vigora em quase todos os países não pode ser considerado sustentável. Não obstante, precisamos viver. Por isso necessitamos produzir com certo nível de crescimento e de desenvolvimento…

Por Leonardo Boff

A questão toda se resume nisso: como fazê-lo para beneficiar a todos os seres vivos e principalmente os seres humanos com um bem-viver suficiente e decente, de tal forma que em curto, médio e longo prazos possamos manter o capital vital da Mãe Terra, necessário para as presentes e futuras gerações?

Para alcançar esse objetivo se busca a sustentabilidade que, para merecer esse nome, exige-nos-fazer uma revolução conceptual e prática da magnitude das grandes revoluções havidas no passado, como a do Neolítico (agricultura) e a dos tempos modernos (industrialização/automação). Para isso, importa assegurar a vigência de alguns pressupostos:

  • Garantir a vitalidade do Planeta Terra com seus ecossistemas (comunidade de vida);
  • Assegurar as condições de persistência da espécie humana e de sua civilização;
  • Manter o equilíbrio da natureza;
  • Tomar a sério os danos causados pelo ser humano à Terra e a todos os biomas.
  • Dar-se conta dos limites do crescimento;
  • Controlar de forma não coercitiva o crescimento da população;
  • Reconhecer a urgência de mudança de paradigma civilizacional e perceber a capacidade inspiradora da nova cosmologia de transformação para que haja efetivamente sustentabilidade;
  • Entender o ser humano como portador de duas fomes: uma de pão, que é saciável (quantidade), e outra de beleza (qualidade), de transcendência, de compreensão e de amor, que é insaciável (expressão cunhada pelo poeta cubano Roberto Retamar e difundida por Frei Betto e por outros).

Desde sua segunda edição, a Xapuri publica, mensalmente, uma reflexão de Leonardo Boff. Essas reflexões, largamente disseminadas por meio de seus livros, palestras, conferências e diálogos vários, nos ajudam a manter o foco na busca de um mundo mais justo, mais solidário, mais feliz e mais sustentável para as gerações presentes e futuras.



Réquiem para o Cerrado – O Simbólico e o Real na Terra das Plantas Tortas

Uma linda e singela história do Cerrado. Em comovente narrativa, o professor Altair Sales nos leva à vida simples e feliz  no “jardim das plantas tortas” de um pacato  povoado  cerratense, interrompida pela devastação do Cerrado nesses tempos cruéis que nos toca viver nos dias de hoje. 

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