Contra o desmatamento da Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica promoveu no dia 13 de maio, no Rio de Janeiro, o primeiro Encontro dos Secretários de Meio Ambiente dos Estados da Mata Atlântica, para realizar um diálogo inédito. Dentre os diversos pontos integrantes da agenda que define a Mata Atlântica como ativo dos estados, foi abordado o compromisso de ampliar a cobertura florestal nativa e perseguir o desmatamento ilegal zero no bioma. O encontro, intitulado “Uma Nova História para a Mata Atlântica”, ocorreu no Prédio Anexo do Palácio da Guanabara.

Compareceram os Secretários de Meio Ambiente dos estados do Ceará, Artur Bruno; do Rio de Janeiro, André Corrêa; do Espírito Santo, Rodrigo Júdice; do Rio Grande do Sul, Ana Maria Pellini; do Piauí, Luis Henrique Carvalho; de São Paulo, Patrícia Iglecias Lemos; de Alagoas, Cláudio Alexandre Ayres da Costa; e do Paraná, Ricardo José Soavinski. Os estados da Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, também na área de abrangência da floresta, enviaram representantes. O encontro teve ainda a presença do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

A meta de reduzir a zero o desflorestamento ilegal da Mata Atlântica é uma reação ao aumento na taxa de desmatamento do bioma mais ameaçado do Brasil nos últimos anos, com 9% de alta em 2013 e quase 29% em 2012. A base jurídica para a meta existe desde 2006, quando foi criada a Lei da Mata Atlântica, regulamentada nos estados. No encontro, secretários e representantes começaram a alinhar uma proposta em torno do desmatamento ilegal e de uma meta de recuperação de áreas degradadas.  Eles também abordaram as iniciativas já desenvolvidas em seus estados nesse sentido, momento em que houve uma troca de experiências sobre práticas e políticas que deram certo e podem ser disseminadas.

O encontro foi o ponto de partida para a elaboração de uma carta conjunta, intitulada “Uma nova história para a Mata Atlântica”, que irá consolidar o compromisso das autoridades.

“Mas é preciso ir além de medidas de comando e controle: devemos usar mecanismos financeiros já existentes para bancar a conservação: ampliar o ICMS Ecológico, para ajudar municípios com unidades de conservação; usar os fundos estaduais e os fundos de compensação ambiental; estimular a criação de RPPN, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural, já que 80% da Mata Atlântica está em áreas privadas; e implementar urgentemente incentivos previstos no Código Florestal, como o pagamento por serviços ambientais”, complementa Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação.


Salve! Pra você que chegou até aqui, nossa gratidão! Agradecemos especialmente porque sua parceria fortalece  este nosso veículo de comunicação independente, dedicado a garantir um espaço de Resistência pra quem não tem  vez nem voz neste nosso injusto mundo de diferenças e desigualdades. Você pode apoiar nosso trabalho comprando um produto na nossa Loja Xapuri  ou fazendo uma doação de qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Contamos com você! P.S. Segue nosso WhatsApp: 61 9 99611193, caso você queira falar conosco a qualquer hora, a qualquer dia. GRATIDÃO!


Revista Xapuri

Mais do que uma Revista, um espaço de Resistência. Há seis anos, faça chuva ou faça sol, esperneando daqui, esperneando dacolá, todo santo mês nossa Revista Xapuri  leva informação e esperança para milhares de pessoas no Brasil inteiro. Agora, nesses tempos bicudos de pandemia, precisamos contar com você que nos lê, para seguir imprimindo a Revista Xapuri. VOCÊ PODE NOS AJUDAR COM UMA ASSINATURA?
ASSINE AQUI
 

SEGUE DEPOIS DO ANÚNCIO