Gêmeas siamesas: a difícil decisão de um pai entre tentar salvar uma das filhas ou deixar as duas morrerem

São muito poucos os bebês que nascem com essa condição, e a maioria é natimorto ou morre poucos dias depois do parto.

É pouco provável que você conheça gêmeos siameses.

São muito poucos que nascem com essa condição, e a maioria é natimorto ou morre poucos dias depois do parto.

Com dois anos e oito meses, Marieme e Ndeye são exceções.

Nascidas no Senegal, mudaram com seu pai, Ibrahima Ndiaye, para Cardiff, no Reino Unido.

Agora com 3 anos, elas continuam se desenvolvendo e vão entrar numa creche de tempo integral, no Reino Unido, onde vivem com o pai

Em janeiro, cirurgiões chegaram a considerar uma tentativa de separá-las. Mas descobriram que isso seria impossível.

Na época, o pai delas, Ibrahima Ndiaye, chegou a ser consultado se tentaria salvar uma das filhas (Ndeye, com o coração mais forte) ou se deixaria as duas morrerem.

“Tanto o coração quanto a circulação delas estão completamente interligados. Assim como Marieme tem dependido de Ndeye, Ndeye também depende de Marieme para sobreviver”, explica agora a pediatra Gillian Body.

A condição das meninas é tida como irreversível e deve limitar a vida delas.

Atualmente, Marieme e Ndeye brincam algumas horas por semana com outras crianças e aprenderam a se movimentar.

“Eu as coloquei no chão, esperando que se sentassem corretamente, e de repente percebi que estavam se movimentando. Eu disse: ‘Oh, Deus, foi isso que pedi todos os dias para acontecer”, contou Ibrahim Ndiaye. Por enquanto, as duas seguem desafiando as previsões.

As meninas agora estão bem, mas elas têm um futuro sombrio à espera.

O coração de Marieme é frágil, tão frágil que ela pode morrer.

Se ela morrer, sua irmã, Ndeye, mais forte que ela, também morrerá.

Hoje elas crescem juntas, mas o pai precisará tomar uma decisão extremamente difícil.

Ele deverá permitir que os cirurgiões as separem, pondo em risco a vida de ambas, sobretudo de Marieme?

Ou deixará que elas morram juntas?

Fonte: BBC

 

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