Gonzagão (Luiz Gonzaga)

Gustavo Dourado publica Cordel para Luiz Gonzaga, Gonzagão, o Rei do Baião. Faz dois resgastes: o primeiro para com a memória do gigante artista, cantor e compositor e, o outro para com o próprio estilo literário de cordel, que é uma manifestação artística responsável por preservar a memória cultural de um povo

Dia 13 de Dezembro
Luiz Gonzaga nasceu.
Mil novecentos e 12 (1912)
O fato assim se deu
Fazenda Caiçara-Exu
O Rei do Baião viveu

Segundo de nove filhos
Da união do casal
Januário e Ana Batista
Quintessência cultural
Sertão,enxada,sanfona
Luiz Gonzaga magistral

Luiz Gonzaga de Exu
Cabrarretado nordestino
O seu toque nos encanta
Anima o nosso destino
Navegante da poesia
Um artista diamantino

Luiz Gonzaga se foi
A Asa Branca avoou
O Sertão ficou distante
Todo o verde se secou
Assum preto deu adeus
Ficou triste quem ficou

Gonzaga, o Rei do Baião
Foi-se, deixou saudade
Sanfoneiro criativo
Cantou a realidade
Forrozeiro de primeira
Tornou-se celebridade

Gonzaga sol sertanejo
Pássaro que encantou
O seu canto é infinito
Sua arte eternizou
Quando chegou ao Céu
Toda a corte festejou

Observava Januário
Impecável na sanfona
Nas festas e nos bailes
A verve gonzaguiana
Os oito baixos do pai
Magia pernambucana

Ainda muito menino
Começou a sanfonar
Levava puxão de orelha
Para de vida mudar
Só que não tinha jeito
Luiz nasceu para tocar

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Gonzaga seguiu em frente
A mãe Santana reclamava
A cada toque da sanfona
A sua mãe bronqueava
A música estava na alma
Cada vez melhor ficava

Acompanhava Januário
Pelas festas do Sertão
Exu era o seu mundo
O forró a sua paixão
Revezava com o pai
Suava pra ter o pão

Vate cangaceiro bardo
E ritmado cantador
De Exú lá do Sertão
Guerrilheiro do Amor
Poético efervescente
Músico clarividente
Libertário inovador

Luiz Gonzaga,Gonzagão
Sanfoneiro de primeira
Criatura forrozeira
O nosso Rei do Baião
Lua cheia madrugada
Sol Poesia na estrada
Repente Cordel Canção

Montado no Alazão
Asa Branca viajante
Fopagô lá da caatinga
O Severino retirante
Poeta Rei do Nordeste
Cabra da peste…avante

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Luz Luiz brilho clarão
Rouxinol Uirapuru
Relampeja no trovão
No pé de surucucu
Gonzaga é uma estrela
A flor do mandacaru

(Gustavo Dourado) – Colaborador via ALANEG – Academia de Letras e Artes do Nordeste Goiano
Poema de 02 de agosto de 1989

 

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