Jaime não morreu

Alguém já disse que o Jaime Sautchuk não morreu; ficou encantado. De fato, sua imensa obra literária e as ideias que semeou nas lutas de seu tempo – contra a ditadura e as desigualdades, pela redemocratização do país e pela preservação da Amazônia e do Cerrado, entre muitas outras – constituem um legado às atuais e futuras gerações que querem um País melhor e mais igualitário.

Antonio Carlos Campos (Bininha)

 Conheci o Jaime no fim dos anos 70 em Brasília e, no começo dos anos 80, trabalhei com ele nas sucursais do Diário da Manhã (jornal de Goiânia) e da Folha de São Paulo.

Tempos em que a repressão ainda corria solta, mas encontravam nele o repórter, editor e escritor destemido que sempre foi, com seu olhar arguto e prospectivo, sempre focado nas causas mais importantes de seu povo.

Homem de esquerda e intelectual de ação, Jaime Sautchuk foi um cara que pensou e amou o Brasil no seu sentido mais profundo e radical.

Hoje, consternado com a recente partida desse grande companheiro, e diante da grave situação política em que o atual desgoverno meteu o nosso País, fico imaginando o Jaime, lá onde estiver em seu “encantamento”, fazendo autoplágio do verso final no poema-cartão “De que Viver?” e declamando com a voz entre irônica e indignada:

– E os negacionistas, de que morrem? De Fake News e desgraça alheia, os desgraçados!


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