Por Alessandro Diniz

Cerrados olhos e barriga cheia,

Mato minha fome na miséria,

Da ostentação das marcas,

Aos gritos dos que pregam na TV,

Mais fácil é a vida alheia.

 

Quero armas por direito,

Do deus dos exércitos, cortem-no a cabeça,

Da meritocracia sistemática,

A nova idade das trevas,

Institucionalizemos o preconceito.

 

Nunca fomos irmãos, desumano mundo desumano,

Somos brancos, negros, pardos, mestiços,

Amarelos, vermelhos, e os de sangue azul,

Vamos queimá-los em uma cruz,

Apenas o sexo envolto em pano.

 

Revivamos a santa inquisição,

De voz alta bradam os protestantes,

Amálgama disforme de ideais falidos,

Da fraternidade morta das mentes vazias,

Às beldades enricadas da corrupção.

 

Da sua diferença faço minha bandeira,

Dobro-te e moldo-te como origami,

Seja como eu ou por favor mate-se,

Nosso é o mundo e ditamos as leis,

Humano Mundo Desumano.

Alessandro Diniz, poeta da Resistência, natural de Passa Quatro, Minas Gerais. Poema enviado por Gabriel Vilhena. Imagem: Portinari – “Retirantes” – Reprodução.

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