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Seguir Esperneando: O tempo do fogo – Episódio 10

❤️ LIVE SOLIDÁRIA O TEMPO DO FOGO SEGUIR ESPERNEANDO – LANÇAMENTO DO EPISÓDIO 10 [RETRANSMISSÃO] ⏰ Dia: 07/09, às 21h 📍 Lucélia Santos convida: 📌 Adriana Ramos – Instituto Socioambiental 📌 Fernando Gabeira – Jornalista. Ambientalista 📌 Suely Araújo – Ex-Presidenta do IBAMA


SEGUIR ESPERNEANDO

O PODCAST DA LUCÉLIA SANTOS

 

EPISÓDIO 10

 O TEMPO DO FOGO

 

Eu sou Lucélia Santos e você está no “Seguir Esperneando”, o meu podcast em parceria com a Revista Xapuri.

 

Neste décimo episódio, “O Tempo do Fogo”, registramos a situação trágica de um país que arde em chamas, com milhares de focos de queimadas não só na Amazônia, mas em todos os biomas brasileiros.

Essa é uma situação que se agrava desde 2019, atingindo a cada ano patamares mais absurdos de focos de calor, em um ciclo perverso de destruição, que coincide com o mandato do presidente que o Brasil elegeu em 2018.

“É como se o governo tivesse criado um ‘padrão Bolsonaro’ de destruição, onde os focos de calor e desmatamento são bem superiores em comparação ao período anterior a 2019, quando começou essa gestão”, resume Cristiane Mazzetti, do Greepeace, expressando um sentimento que também é nosso.

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Houve um dia na Amazônia, em  2019, em que o fogo foi tanto que a fumaça viajou longe, para o sul do País. A dois mil quilômetros dali, na cidade de São Paulo, o dia virou noite em plena tarde.  

Naquele ano, entre 10 e 11 de agosto,  fazendeiros do sudoeste do Pará, empoderados pela vista grossa do governo federal, promoveram um grande fogaréu na floresta.

Desde Novo Progesso, eles organizaram uma grande queimada por todo o sul da Amazônia. O fogo foi tanto que os focos de incêndio cresceram 300% em um único dia.  De lá pra cá, parece que todo dia é “Dia do Fogo”. 

 

Infelizmente, Novo Progresso continua sendo o epicentro das queimadas. Entre abril e junho de 2021, o fogo aumentou 91%, em comparação com 2020, conforme revela o Painel de Alertas do Instituto Socioambiental.

 

QUEIMADAS EM 2021

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Duda Meirelles:

Segundo dados do Inpe, de janeiro até agosto deste ano, o Brasil teve 5,8% mais focos de queimadas do que no mesmo período de 2020. Só no mês de agosto, o Brasil queimou 17% mais do que em agosto de 2020.

A Caatinga e o Cerrado são os biomas mais afetados.

Na Caatinga, até 31 de agosto, são 3.903 focos de incêndio, contra 1.643 para o mesmo período em 2020.

No Cerrado, são 31.566 focos até 31 de agosto, contra 24.205 focos para o mesmo período em 2020.

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Na Mata Atlântica foram registrados 11.659 focos até 31 de agosto, contra 9.668 focos para o mesmo período em 2020.

No Pampa foram 991 registros até 31 de agosto, contra 942 focos para o mesmo período em 2020

Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa já enfrentam, no acumulado parcial de 2021, um número de incêndios bem maior do que o registrado para o mesmo período de 2020.

O Brasil tornou-se líder inconteste da destruição pelo fogo também na América do Sul: mais da metade das queimadas deste ano ocorreram em território brasileiro.

AMAZÔNIA

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Lucélia Santos:

 medida em que a seca avança, a situação se torna mais crítica na Amazônia.

Em agosto, foram registrados 28.060 focos de queimadas. Este número está acima da média histórica e é o terceiro maior índice para o mês de agosto desde 2010. Perde apenas para 2019 e 2020.

Em 2021, de janeiro a agosto, foram 39.427 registros de focos de incêndio.  

Os municípios que mais queimaram até agosto foram:

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Lábrea, Amazonas: 2.535 focos.

Altamira, Pará: 2.251 focos.

Porto Velho, Rondônia: 2.213 focos.

Novo Progresso, Pará: 1822 focos.

Apuí, Amazonas: 1.766 focos.

O estado que mais queimou desde janeiro foi Mato Grosso, com 13.872 focos.

Depois vem o Pará, com 10.448 focos, seguido do Amazonas, com 9.988 focos.

Como houve um aumento de 29% do desmatamento nos primeiros meses de 2021 e há a previsão de um período de seca bem mais forte na região, o pessoal da Ciência diz que o pior ainda está por vir.

Um estudo do IPAM, em parceria com o Woodwell Climate Research Center, publicado em 30 de julho, mostrou que existem 5 mil quilômetros quadrados de área desmatada, só esperando alguém chegar com o  fogo.

Ou seja, um território que corresponde  a quase quatro municípios de São Paulo, pode ser tomado pelas chamas antes do fim dessa temporada de fogo, prevista para novembro na Amazônia.

PANTANAL

 

Duda Meirelles

De janeiro a agosto, o Inpe registrou 2.384 focos de incêndio no bioma pantaneiro, um número próximo ao de 2020, quando a região enfrentou o pior desastre ambiental de sua história.

Em todo o ano de 2020, foram registrados 5.935 focos de incêndios. Esse fogo devastou 1/3 de toda a área do Pantanal.

Houve uma piora nas queimadas de julho para agosto. O Inpe registrou um salto de 508 para 1.336 focos, com um crescimento de 163% em comparação com o mesmo período de 2020.

CONSEQUÊNCIAS

Lucélia Santos:

 

Assim como no resto do planeta Terra, nosso país enfrenta as consequências dos efeitos dos maus tratos ao meio ambiente e das mudanças climáticas globais.  Mas no Brasil o fogo não se alastra por obra do acaso.

 

Grande parte das queimadas em nossos biomas, especialmente na Amazônia, é causada por grileiros e madeireiros que operam ilegalmente, contando com a benevolência do aparato do Estado brasileiro.

 

Na verdade, o desmonte dos mecanismos de proteção ambiental pelo governo agravam o desmatamento e as queimadas no Brasil. Por exemplo, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021 traz duas perdas críticas para o meio ambiente.

 

A primeira perda crítica ocorre no programa “Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade, que perdeu R$ 33 milhões do seu orçamento em 2021.  

 

A segunda tem a ver a extinção, também em 2021, do “Programa de Prevenção e Controle do Desmatamento e dos Incêndios nos Biomas”.

 

Pressionado nacional e internacionalmente, em 29 de junho o governo decretou uma moratória de 120 dias para o fogo em todo o território nacional.

 

Mas com a redução de verbas e a exclusão dos programas de prevenção, o sinal que esse mesmo governo passa é de que pode tacar fogo em tudo.

 

Os impactos dessa irresponsabilidade trazem terríveis consequências para a nossa vida humana e para o planeta.

 

Os elementos tóxicos liberados pelo fogo, como o carbono e o enxofre, afetam nosso organismo das formas mais variadas, que vão desde graves infecções em nosso sistema respiratório até transtornos psicológicos.

 

As queimadas contribuem para o aquecimento global, alteram os ecossistemas e provocam grandes impactos nas mudanças climáticas nos quatro cantos do planeta.

 

Um desses impactos é sobre as águas. Quanto mais floresta queimada, menos água teremos. Com menos água, mais seca e mais risco de incêndios.  

 

É preciso seguir esperneando para dar um basta no desmatamento e nas queimadas!

 

Duda Meirelles:

 

“Seguir Esperneando” é mais um espaço de resistência da Revista Xapuri, construído em parceria com a atriz e militante Lucélia Santos.

 

Este episódio, “O Tempo do Fogo”, resulta do esforço coletivo de Agamenon Torres; Ana Paula Sabino; Janaina Faustino; Lucélia Santos;  Zezé Weiss; e eu, Duda Meirelles.

 

O roteiro foi construído com base em informações coletadas nos seguintes veículos: CNN Brasil, G1, Greenpeace, Inpe, Instituto Socioambiental, Ipam, MapBiomas e Pensamento Verde.  Os dados estatíticos contemplam os registros de satélites até 31 de agosto.

 

“Seguir Esperneando é patrocinado por: Bancários-DF – Sindicato dosBancários de Brasília; Fenae – Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômmica Federal; Fetec-CUT Centro Norte – Federação dosTrabalhadores em Empresas de Crédito do Cento Norte; e Sinpro/DF –Sindicato dos Professores no Distrito Federal.

 

Colabore com a Xapuri. Visite nossa loja solidária em www.lojaxapuri.info, ou faça uma doação via pix:  www.contato@xapuri.info.

 

Até o próximo epsisódio do “Seguir Esperneando”!


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