O cárcere e as asas da ideia: Um poema para Luiz Inácio

Por: Marconi Burum 

Resiliência versus demência civilizatória.
Limbo da história.
Memória feita dor e latência
[ da alma pulsante,
[ de ideia vagante.
Ideias:
Metalinguagem da metafísica substantiva
Que translada nas asas de Ícaro ressurgido.
Insurgido por entre as grades
[ nas manhãs frias do cárcere,
Voa para o além-mundo
A espalhar esperança semiótica.
Temperança do gigante
Diante da realidade caótica.
Ele não está mais lá na escuridão.
Jamais foi solidão enjaulada.
É espada invisível que perfura profundamente o senso
Comum união latente de novas expectativas.
As trancas caíram e ele flutua nas ondas sensitivas
Que moram dentro dos sonhos de milhões.
Ele já não está mais lá: superexistiu!
Tornou-se ideia essencial no cosmo civilizatório,
No repertório de um povo sem quase nada para existir.
E de novo fez ressurgir a esperança.
Alcança todas as manhãs de um tempo, a certeza:
Ele e seu povo, finalmente, desacorrentados; é realeza!
Porque ideias e sonhos não se pode subjugar.
Vá, portanto, Lula, Livre, voar!
………………
Um texto para homenagear um homem que, perseguido pela Justiça Brasileira, foi
inocentado pelas últimas Recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU).
#LulaLivre
#LulaPrêmioNobelDaPaz
……………..
Minibiografia Literária
Marconi Moura de Lima Burum. Professor, escritor. Graduado em Letras pela
Universidade de Brasília (UnB) e Pós-graduado em Direito Público pela Faculdade de
Direito Prof. Damásio de Jesus. Foi vereador em Cidade Ocidental-GO, município em que
também esteve Secretário de Educação e Cultura. É servidor efetivo da Universidade
Estadual de Goiás (UEG) e atualmente escreve para blogs como o jornal Brasil 247 e a
Revista Xapuri Ambiental, onde disputa as narrativas de conteúdo civilizatório.

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