Emir Sader: À falta de provas, balas

 As farsas jurídicas como instrumentos de perseguição política do maior líder político do Brasil, só poderiam desembocar mesmo em balas. Balas contra os ônibus da Caravana do Lula ao Sul do país e agora balas contra o acampamento Marisa Letícia. Quem não tem argumentos, apela para a violência.

Por Emir Sader, no Portal Vermelho e no Brasil 247

As balas e as farsas são os grandes instrumentos da direita. As farsas se valem do arsenal de mentiras veiculadas pela mídia, tornada instrumento de destruição da democracia, dos direitos sociais e da soberania do Brasil. Assim como se valem de juízes tornados instrumentos dos interesses de liquidação do patrimônio nacional e da maior liderança popular que o Brasil possui

As balas operam diretamente quando a direita se vê sem argumentos, isolada, diante dos fatos inquestionáveis que desmentem suas farsas e também diante da ausência de apoio popular, pois o povo toma consciência e se mobiliza, cada vez mais a favor de Lula. Foi assim nas Caravanas, é assim no acampamento.

A direita passa agora da violência das palavras, das ofensas, das mentiras, à violência de fato, último instrumento de quem não tem razão. Prenderam Lula, sem nenhum fundamento e agora acossam a quem se solidariza com ele em Curitiba. Como não tem povo para mobilizar, mobilizam seu arsenal. A quem não tem povo, nem tem razão, resta a violência.

Quem está em minoria e não tem argumentos, portanto, tenta desviar os enfrentamentos para o plano da violência, que é o argumento de quem não tem argumentos. Foi assim em 1964. Se tivesse argumentos para instaurar o seu regime, a direita não teria por que apelar para as FFAA para destruir violentamente a democracia no Brasil.

Quando se viu superada pelas greves operárias durante a ditadura, usou a violência para prender o Lula, acreditando que com isso descabeçava o movimento e o asfixiava. Teve o efeito contrário.

Agora querem disseminar o temor, com violência, com declarações de ameaça de militares, com editoriais pedindo um novo golpe. A democracia asfixia a direita. Colocaram em prática seu projeto e estão destruindo o Brasil, liquidando seu potencial econômico, aniquilando os direitos do povo, rebaixando totalmente a imagem do país no mundo. Não tem candidato, não tem mais programa, então apelam para a violência e para as ameaças.

Isso é o que a direita tem a oferecer ao Brasil. Todo seu esforço para dar o golpe foi para fazer isso que estão fazendo. Iam combater a corrupção e instalaram o governo mais corrupto da história do país, enquanto forjam documentos para condenar a quem não conseguem provar nenhum tipo de irregularidade na sua vida pública.

Iam dar um jeito na economia, recuperar sua credibilidade e passar as finanças do governo a limpo, mas jogaram o país na pior recessão que jamais vivemos, sem nenhuma credibilidade, a ponto que não conseguem nem controlar o dólar, enquanto o endividamento público bate recordes.

Como sempre, a direita promete uma coisa e faz o seu contrário. Iam pacificar o país, mas difundem diariamente o ódio, agora passam a apelar para as balas.

Porque quem pode reunificar e pacificar o país é Lula e só ele. Prendê-lo é prender a possibilidade de restabelecimento da convivência pacífica entre todos. Prendê-lo é prender a possibilidade que temos de voltar a ser um país unificado em torno de objetivos comuns.

Lula Livre é, além de uma medida justa, o caminho do restabelecimento da paz e do crescimento econômico, do reconhecimento dos direitos de todos e da dignidade de todos, da volta do orgulho de sermos brasileiros, sem perseguições nem balas, mas com argumentos e justiça social.

 

ANOTE AÍ:
Emir Sader é sociólogo, cientista político, em membro do Conselho Editorial da Revista Xapuri.
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