Sobre a falta que você faz

De Marcia Friggi

Esta é a segunda carta que lhe escrevo. Na primeira, foram longas páginas escritas à mão, porque concordo com Mario Quintana quando escreveu “como pode ser íntima uma carta escrita à máquina? Traz a ideia de distância, de pequena mas intransponível distância… Como um beijo dado de máscara.” Dessa vez pretendo ser mais breve e dizer da imensa falta que sentimos da sua presença.

Que falta nos faz seu sorriso franco ocupando as telas da televisão ou eternizado pelas lentes do Ricardo Stuckert. Falta-nos sua voz grave a lembrar da necessidade de manter a luta e a resistência por um país mais justo, igualitário e humano. Falta-nos a sua contagiosa esperança.

Faltam seus braços envolvendo as gentes e acolhendo-as e acolhendo-as na fraternidade sincera do grande estadista, do grande homem que nunca deixou de ser povo como o seu povo.

Falta o seu aceno do alto de uma sacada, capaz de iluminar em sorrisos o rosto mais triste, mais sofrido.

Nos falta a nossa, a sua imensa e plena liberdade.

Com todo meu amor e gratidão.

Marcia Friggi – poeta, professora de Língua Portuguesa e Literatura do Estado de Santa Catarina.

Fonte: As cartas que Lula não recebeu, p 223, Coletânea organizada por Cleusa Slaviero e Fernando Tolentino

 

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