Fake News: O “comunista come criancinha” dos dias de hoje

Por Leandro Altheman Lopes 

Antigamente diziam ‘comunista come criancinha’ e isso era o suficiente para causar terror nas pessoas e apoiar um regime que provocou morte, tortura e exílio de opositores políticos, artistas e intelectuais.

Hoje, os métodos são outros: o kit gay, Pablo Vittar, lei Rouanet, Parada Gay e mais um monte de espantalhos são criados para evocar a ‘defesa da famílias’ contra ameaças das mais diversas.

Demorou três décadas para se saber que quem ‘comia criancinha’ eram na verdade os padres pedófilos.

Espero que com a agilidade da comunicação as pessoas não demorem tanto tempo para descobrir que quem está de fato causando dano as famílias são as correntes de fake news espalhadas pelo whats app.

A tática de usar a mentira para espalhar o medo não é nova, mas adquire um novo patamar com as novas mídias sociais. O que estamos assistindo, de verdade, é a desagregação das famílias que não conseguem mais dialogar, por que suas bases de realidade são tão opostas que não sobra mais nada.

A tática do ‘inimigo interno’, baseada sobretudo em correntes de fake news tem colocado pai contra filho, irmão contra irmã, tio contra sobrinho.

Quem acusa de ‘destruir as famílias’ é quem afetivamente a está causando.

 

 

Leandro Altheman é jornalista, formado pela ECA-USP. Radicado há 18 anos em Cruzeiro do Sul -Acre, é autor do livro Muká, a raiz dos sonhos – um relato pessoal sobre a imersão do autor no universo sagrado do povo  Yawanawá. Para saber mais sobre o trabalho de Leandro Altheman, visite seu blog: terranauas

Ilustrações: fontes diversas na Internet

 

 

 

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