Os Katukina empregam partes de alguns animais para despertar determinadas qualidades nas crianças. Assim, retiram o tutano (napo) do veado (txasho), animal ligeiro, e esfregam-no nas pernas das crianças para que logo aprendam a andar.

Já do tatu-canastra (pano), recolhem um pouco de sangue (imi) e passam-no na testa das crianças, para que vivam muitos anos. Costumam também dar a cabeça do pica-pau (voi) para os meninos comerem, a fim de que no futuro saibam derrubar árvores, acertando as partes ocas, para preparar os roçados.

Os Ashaninka batem com a língua do tucano na boca da criança para que ela fale bem. Bater com o pênis do porquinho do mato nos meninos faz com que eles adquiram muita resistência e aprendam a correr na mata.

Alguns seringueiros apreciam as virtudes curativas da banha de capivara, um animal muito fácil de abater e que, por conta disso, acabou se tornando muito raro na floresta.

Fonte: Enciclopédia da Floresta. O Alto Juruá: Práticas e Conhecimentos das Populações. Manuela Carneiro da Cunha e Mauro Almeida (organizadores). Editora Companhia das Letras, 2002.

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