Com ingredientes de ficção científica, Árvore da Lua cresce em Brasília

Ela é uma árvore especial que nem na Floresta Amazônica tem. A semente desta árvore deu 14 voltas na lua e está plantada hoje em Brasília. Vamos conhecê-la.

Por: Silvestre Gorgulho – folhadomeio

Uma árvore com pouco mais de 7 metros de altura destoa no Bosque da sede do Ibama, à margem da L4 Norte, aqui em Brasília. Além de ser a única cercada, ela é estranha à flora nacional e tem uma história singular, com ingredientes de ficção científica.
Nativa da América do Norte, a ‘Liquidambar styraciflua’, conhecida popularmente como liquidâmbar, árvore do âmbar ou carvalho canadense, nasceu de uma semente enviada à Lua há pouco mais de 47 anos. Mas a origem dela e de suas irmãs é desconhecida por muita gente na capital, no país e no restante do mundo.
A HISTÓRIA
Equipe do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente plantam a ‘Liquidambar styraciflua’ ou conhecida como Árvore da Lua.
No fim da tarde de 31 de janeiro de 1971, a Apollo 14 decolou com os astronautas Alan Shepard, Edgar Mitchell e Stuart Roosa. Era a terceira missão lunar NASA. Cinco dias depois, enquanto os dois primeiros caminhavam no satélite da Terra, o terceiro fazia testes com uma carga peculiar. Funcionário do Serviço Florestal dos EUA, ele carregava cerca de 500 sementes de espécies de flora para um projeto chamado The Moon Trees (As árvores da Lua). Ele avaliaria o efeito da gravidade zero e da alta radiação no processo de germinação e de crescimento das plântulas.
O Serviço Florestal dos EUA indicou Stuart Roosa para comandar o projeto e selecionou as sementes de cinco espécies para o experimento. O astronauta partiu na Apollo 14 com as sementes em seu kit pessoal, que ficou com ele quando orbitou a Lua no módulo de comando Kitty Hawk, em fevereiro de 1971.
A ÁRVORE QUE DEU 14 VOLTAS NA LUA
O astronauta Stuart Roosa e as sementes deram 14 voltas na Lua. Todos voltaram à Terra em segurança.
As sementes germinaram em uma unidade do Serviço Florestal no estado do Mississippi. Renderam 450 mudas, distribuídas, em 1975 e 1976, como parte das comemorações do bicentenário do país.
Uma delas cresceu no jardim da Casa Branca. A maioria seguiu para capitais estaduais e instituições de pesquisas espaciais, por todo os Estados Unidos. Fora dele, até onde se sabe, só o Brasil, a Suíça e o Japão receberam uma muda. Além da liquidâmbar do Ibama, há uma sequoia no município de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.

Carvalho canadense plantado na sede do Ibama é fruto de um experimento da NASA, agência espacial americana, com sementes de cinco espécies, nos anos 1970. No Brasil, com a mesma origem dele, só há outro exemplar, em Santa Rosa, no interior gaúcho.

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