O pequizeiro é  a árvore símbolo de Goiás. Embora com vetos, em 10 de novembro de 2016, o governador Marconi Perillo (PSDB) sancionou o projeto de lei da deputada Adriana Accorsi (PT)  que transforma o pequizeiro como árvore símbolo do estado de Goiás.
Os dois principiais pontos vetados são a normatização da derrubada do pequizeiro e as penalidades para quem infringir a lei. Para a deputada Adriana Accorsi, o passo mais importante foi dado, que é o reconhecimento do pequizeiro como peça-chave por seu valor como espécie no bioma Cerrado e por seu valor inestimável como símbolo da cultura goiana.
“Foi dado o primeiro passo, conseguimos dar importância ao pequizeiro e ao seu papel de espécie chave para a conservação da fauna nativa do bioma Cerrado. O povo goiano agora vê atendida a sua justa reivindicação de ter o pequizeiro como a “nossa árvore”por seu valor enquanto espécie e por seu símbolo cultural”, declarou a deputada ao comentar a aprovação da Lei.
Foto: www.mudasdepequi.com.br

SOBRE O PEQUI 

O pequi (Endocar brasiliensis) é um fruto silvestre típico do Cerrado, com ciclo produtivo de novembro a fevereiro. O nome pequi é de origem indígena, vem do Tupi e significa fruta espinhenta (“py”, casca, pele, e “qui”, espinho). O sabor marcante, inconfundível e inesquecível do pequi reforça os valores da tradição entre as populações do Cerrado.

Na gastronomia Cerratense, o pequi tanto é usado em pratos como pequi puro, pequi com arroz, pequi com frango, ou na produção de sobremesas e licores. No interior do Brasil, muitas famílias agricultoras usam o pequi também para a produção de sabão caseiro. Embora com menos frequência, as sementes também são utilizadas para a produção e óleos e essências.

O pequizeiro é uma árvore frondosa. Quando adulta alcança entre 12 e 15 metros de altura. Seu tronco sinuoso e grosso chega a 2 metros de circunferência. Os frutos de cor verde-amarelada trazem até 4 sementes, protegidas por milhares e espinhos. A massa volumosa de cor amarelo-dourado-laranja forte que envolve as sementes é a parte mais usada na gastronomia do Cerrado.

Foto: autoria desconhecida

O perigo do pequi é o espinho. A experiência de um espinho de pequi na língua é dolorosa e inesquecível, dizem. Quem já passou pela experiência tem sempre uma história pra contar, e não costuma ser das boas. Então, pra muita gente, espinho de pequi só serve pra encrencar os incautos.

Na natureza, porém, o espinho de pequi tem um papel fundamental. Sua função é proteger o embrião do fruto, que fica na amêndoa protegida pelos espinhos. Como o fruto é saboroso e muito apreciado pelos animais dispersores de sementes, como a anta, a capivara, o lobo guará, a paca, a preá, o rato do campo que, por conta da proteção natural, comem só a polpa e, assim, preservam as sementes e o destino dos pequizeiros.

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