Candombá (Vellozia variabilis), arbusto típico do Cerrado. A floração ocorre de abril a agosto, seu caule grosso produz uma resina que entra facilmente em combustão e dizia-se que era a lanterna do povo do sertão, exemplificado no trecho do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha:

“[…] aquela flora agressiva abre ao sertanejo um seio carinhoso e amigo.

[…] Cercam-lhe relações antigas. Todas aquelas árvores são para ele velhas companheiras. Conhece-as todas. Nasceram  juntos; cresceram irmamente; cresceram através das mesmas dificuldades, lutando com as mesmas agruras, sócios dos mesmos dias remansados.

[…] E se é preciso avançar a despeito da noite, e o olhar afogado no escuro apenas lobriga a fosforescência azulada das cumanãs dependurando-se pelos galhos como grinaldas fantásticas, basta-lhe partir e acender um ramo verde de candombá e agitar pelas veredas, espantando as suçuaranas deslumbradas, um archote fulgurante… juntos; cresceram irmamente; cresceram através das mesmas dificuldades, lutando com as mesmas agruras, sócios dos mesmos dias remansados.

[…] E se é preciso avançar a despeito da noite, e o olhar afogado no escuro apenas lobriga a fosforescência azulada das cumanãs dependurando-se pelos galhos como grinaldas fantásticas, basta-lhe partir e acender um ramo verde de candombá e agitar pelas veredas, espantando as suçuaranas deslumbradas, um archote fulgurante…

Anote aí: O texto e as fotos desta matéria são de Liciane Carvalho. administradora da página www.facebook.com/groups/culturacerratense no Facebook.  Para as pessaoas que amam o Cerrado, vale a pena conferir!

 

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