Junto com o impacto econômico das Mudanças Climáticas vêm também os riscos de conflito.  Essa correlação foi modelada e apresentada pela primeira vez em Haia, na Holanda, pelo Centro de Estudos Estratégicos de Haia (HCSS) e o Instituto Clingendael de Relações Internacionais no relatório Economia da Segurança Planetária: As Alterações Climáticas como Fator de Conflito Econômico.

O relatório  traz uma abordagem inovadora ao incluir os riscos de segurança relacionados com a transição para uma economia de baixo carbono, um tema de crescente preocupação para os investidores financeiros e analistas de conflito, de acordo com Louise van Schaik do Instituto Clingendael, co-autora do relatório e Gerente de Projeto da Iniciativa de Segurança Planetária.

Michel Rademaker, diretor adjunto do HCSS, explica que o projeto avaliou a vulnerabilidade a conflitos, a vulnerabilidade a alterações climáticas, os riscos do baixo carbono e a resiliência econômica para produzir um indicador de resiliência agregado. Além do relatório, há uma plataforma online de monitoramento que, em última análise, mostra como a resiliência para tais vulnerabilidades poderia ser reforçada.

Com esta iniciativa, as instituições procuraram descobrir o que é que torna alguns países resistentes e perguntar se podemos introduzir esses fatores em outros países para ajudar a proteger as pessoas dos impactos cada vez piores.

O monitor vai além de listar as economias mais vulneráveis ​​e mais resilientes. Por exemplo, os países altamente dependentes de indústrias intensivas em carbono têm resultados fracos no indicador de baixo risco de carbono: Austrália, Rússia e Irã estão entre os mais vulneráveis neste quesito. Por outro lado, apesar dos outros desafios que enfrenta, Ruanda é resiliente aos desafios ambientais, enquanto a Somália não é.

O projeto acompanhará o desempenho ao longo do tempo e será expandido para incluir mais indicadores e com maior sofisticação, procurando mostrar que os países podem ser vulneráveis ​​à mudança climática em uma variedade de maneiras que vão além do custo incapacitante de desastres naturais induzidos pelo aquecimento global.

Em resumo, o relatório mostra que os países mais vulneráveis ​​estão no Oriente Médio e no Norte da África, o que o relatório atribui ao papel gigantesco desempenhado pelo conflito na condução da vulnerabilidade. Por consequência, ele faz um apelo para que esforços de pacificação sejam rapidamente seguidos por planos para a diversificação econômica dos países para indústrias de baixo carbono que, por sua vez, podem impulsionar o desenvolvimento.

A Economia da Segurança Planetária: As Alterações Climáticas como Fator de Conflito Econômico foi como um insumo para os debates que ocorrerão na conferência da Iniciativa de Segurança Planetária, que contece em Haia, nos Países Baixos, nos dias 5 e 6 de Dezembro, com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos.

Países com menor resiliência econômica:


 

ANOTE AÍ:

Acesse o relatório aqui   

Esta matéria foi extraída na íntegra (com pequenas edições) do site http://www.revistaecologico.com.br/

Foto interna: www.ecofidelidade.com.br

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