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Estados norte-americanos contrariam Trump  e formam aliança climática

Por Manuel Louro

 Mal o Presidente norte-americano disse, nos jardins da Casa Branca, no dia 2 de junho, que os EUA vão sair do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas, assinado em Dezembro de 2015, os estados da Califórnia, Nova Iorque e Washington anunciaram uma “aliança climática” para continuar a respeitar os limites previstos no acordo.

Estes três estados representam cerca de um quinto da população e do PIB total dos EUA, e produziram 11% das emissões poluentes totais norte-americanas em 2014, segundo dados da Agência de Informação Energética americana, citados pelo Politico.

No comunicado é dito que qualquer estado que pretenda seguir o Acordo de Paris pode juntar-se a à  aliança.

Além disso, segundo  o Washington Post, 30 estados tinham já iniciado planos para aumentar o uso de energia renovável, algo que não deverá mudar com a decisão da Administração Trump.

Um deles é Nova Iorque, que esta semana anunciou um plano de investimento de 1,5 mil milhões de dólares em energias renováveis e na eficiência energética, bem como de outros 150 milhões destinados à energia solar.

Segundo o governador, Andrew M. Cuomo, estas medidas combinadas vão criar 40 mil postos de trabalho até 2020, contrariando um dos argumentos apresentados pelo Presidente na quinta-feira. A confirmar-se, este será o maior investimento em energias renováveis alguma vez realizado por um estado norte-americano.

Ou seja, o presidente norte-americano pode ficar sozinho na sua decisão de abandonar o Acordo de Paris.

 ANOTE AÍ:
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