A professora e ambientalista Iolanda Rocha, através deste artigo, faz importante denúncia sobre o desaparecimento “programado” do Rio Melchior, no Distrito Federal

Os 25 km que ligam Taguatinga, Ceilândia e Samambaia por meio das águas das nascentes, córregos e um rio até chegarem ao Rio Descoberto estão ameaçados de não existirem mais.

O RIO MELCHIOR OU BELCHIOR vai sumindo a cada ano  e o que resta é a ponte que liga Taguatinga à Samambaia, as pontes da DF180, DF 190 e da VC 311.

Localizado na Bacia do Rio Descoberto, o Rio Melchior corresponde a 23% da área de drenagem do Rio Descoberto. Em se tratando de assoreamento dos rios é preciso salientar que este não existe isoladamente.

O assoreamento é consequência do desmatamento predatório. Em especial o Rio Melchior está passando por esta transformação,
de um Rio que corria água para um Rio que corre lixo, esgoto e até as águas das chuvas passam correndo, porque não existem mais grande parte das matas ciliares, nem das demais que fazem parte da vegetação nativa do Cerrado na ARIE JK – ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO JK, que devia ser protegida pelas leis de preservação ambiental.

Digo devia porque até a ARIE JK está ameaçada de destruição. As nascentes desta área em grande parte foram soterradas pelas invasões de grileiros. Também pela falta de planejamento imobiliário para as comunidades carentes do Distrito Federal.

Os córregos que se juntavam já correm quase secos devido a morte das nascentes. A CAESB, pasmem, a Companhia de Saneamento do Distrito Federal afirmou que o Rio Melchior foi programado para receber os esgotos de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.

Programado? Por quem? Desde quando um Rio cheio de vida pode receber uma programação ecocida?

O aterro sanitário de Brasília também é uma ameaça ao Rio Melchior. Neste ano de 2020 já houve até vazamento de chorume que desembocou dentro do Rio.

Movimentos sociais e socioambientais da região tem feito várias denúncias e cobrado providências do Governo do Distrito Federal.

 

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