A lenda de Aruanã, criador do Povo Karajá 

Diz a lenda que em tempos muito antigos existia um peixe triste que vivia nas profundezas do Rio Araguaia. Aruanã não gostava de ser peixe, o sonho dele era se transformar em ser humano e viver fora das águas.

Naquela época, os seres aquáticos do Araguaia sempre realizavam a linda festa do Boto, o senhor das águas, com a participação da Iara, de sua irmã Jururá-Açú e de todos os entes do rio. Aruanã era o único que não se sentia feliz.

Um dia, Aruanã saiu da festa do Boto e foi nadando para cada vez mais longe do fundo do rio. Atraído pela luz do sol, o peixe infeliz se aproximou da superfície e, quase sem conseguir respirar, fez um pedido desesperado ao deus do Universo: “Tupã, senhor da vida e da natureza, por tudo o que é mais sagrado, me tira das águas onde nasci e me deixa viver como humano!”.

Ante a súplica profunda de Aruanã, Tupã se compadeceu do seu destino e o transformou em um guerreiro forte e belo. Recebido na Terra pelas Parajás, entidades da justiça das matas, com elas formou família, e assim nasceu o povo Karajá, que hoje vive às margens do Araguaia.

É por essa razão que, todos os anos, em noites de lua cheia, os indígenas fazem o belo ritual de Aruanã, com cantos e danças, para celebrar o criador da nação Karajá.


Salve! Pra você que chegou até aqui, nossa gratidão! Agradecemos especialmente porque sua parceria fortalece  este nosso veículo de comunicação independente, dedicado a garantir um espaço de Resistência pra quem não tem  vez nem voz neste nosso injusto mundo de diferenças e desigualdades. Você pode apoiar nosso trabalho comprando um produto na nossa Loja Xapuri  ou fazendo uma doação de qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Contamos com você! P.S. Segue nosso WhatsApp: 61 9 99611193, caso você queira falar conosco a qualquer hora, a qualquer dia. GRATIDÃO!


Réquiem para o Cerrado – O Simbólico e o Real na Terra das Plantas Tortas

Uma linda e singela história do Cerrado. Em comovente narrativa, o professor Altair Sales nos leva à vida simples e feliz  no “jardim das plantas tortas” de um pacato  povoado  cerratense, interrompida pela devastação do Cerrado nesses tempos cruéis que nos toca viver nos dias de hoje. 

COMPRE AQUI

 

Comentários

%d blogueiros gostam disto: