Como surgiu o milho kateto: Lenda indígena do povo guarani – Conta o povo Guarani que, há muitos e muitos anos, em um lugar bem distante, havia uma aldeia onde não existiam muitos recursos e às vezes faltavam alimentos.

Por Zezé Weiss

Nessa aldeia morava uma família que tinha um filho de pele branca e cabelos amarelados, com o nome de Avaxim. Ali, ninguém gostava de Avaxim, por ele ser diferente de todas as demais pessoas.

O tempo foi passando, o menino cresceu, virou adolescente, tornou-se um jovem e, quando deu o tempo de se casar, Avaxim se apaixonou pela filha do chefe da aldeia que, por causa aparência distinta do moço, não permitiu o casamento.

Depois de muito rezar para que Nhanderu (o deus criador) fizesse com que gostassem dele, Avaxim foi ficando cada vez mais triste e acabou morrendo de tristeza. Como não era considerado parte da aldeia, seu corpo foi enterrado em local distante, longe das outras pessoas da comunidade.

No começo, por uma semana, sua irmãzinha ia todos os dias rezar pelo irmão. Depois, parou de visitar o local onde Avaxim estava enterrado.  Passadas algumas semanas, ao voltar para rezar pelo irmão, a menina encontrou sobre sua cova uma viçosa planta, jamais vista por ela ou por seu povo.

Depois de uns três meses, a planta produziu umas espigas com lindas sementes douradas que foram replantas e passaram a servir de alimento para todas as pessoas da aldeia. Daí pra frente, as sementes se multiplicaram e não teve mais fome.

Diz a lenda que Nhanderu atendeu o pedido de Avaxim. Ao se transformar na fartura generosa do milho, todos passaram a gostar dele.

Fonte: http://historiaeculturaguarani.org/os-guardioes-do-milho/ com edições de Zezé Weiss.


 

 

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