Um dia, um homem colocou a mão dentro do buraco, procurando por ninhos de passarinhos, e encontrou uma pequena imagem de Santo Antonio. Em comemoração, o povo dali resolveu fazer uma capelinha de palha para os fiéis orarem ao santo, mas, no dia seguinte, a imagem não estava mais lá.

Depois de muita procura, perguntaram ao homem que a tinha trazido se ele havia pego a imagem e ele respondeu que não. Continuaram procurando até que a encontraram de novo no oco da carnaúba onde havia sido encontrada originariamente. Isso se repetiu umas três vezes e toda vez que levavam a imagem para a capelinha, ela voltava para a carnaúba.
Assim, o povo entendeu que o santo estava tentando transmitir uma mensagem.
 
Era naquele lugar que ele queria ser adorado, de modo que o povo da cidade construiu ali, onde estava a palmeira, uma igrejinha, que, com o tempo, passou por várias adaptações até se tornar o que é hoje a Catedral de Santo Antonio, em Campo Maior.

Desde esse tempo, há mais de três séculos, todos os anos, os campomaiorenses festejam Santo Antonio, sempre no mês de junho.
 
A festa de Santo Antonio Aparecido é, hoje, a maior festa religiosa do Piauí, recebendo fiéis de várias cidades de nosso estado e do Brasil.

Na abertura dos festejos ocorre sempre uma enorme procissão com grande quantidade de fiéis percorrendo a cidade atrás da imagem de Santo Antônio Aparecido.
 
Mais atrás, vem o mastro da bandeira do santo que ao final da procissão será erguido em frente à catedral, para, ali, ser hasteada a bandeira.

Como Santo Antonio é tido como o santo casamenteiro, os fiéis, principalmente as mulheres, fazem de tudo para tocar no “pau do santo” (no caso, o mastro), pois dizem que quem consegue tocá-lo durante a procissão estará casado até a abertura dos festejos do ano seguinte, de modo que são muitos os casais da cidade que se uniram com a ajuda do santo. 
 
 
 
 
Fontes citadas pelo autor: QUEIROZ, Áurea. Lendas do Piauí. Teresina: Halley, 2013.
 
SEGUE DEPOIS DO ANÚNCIO

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