O Brasil vai às urnas no dia 2 de outubro com os bancos fechados.  A décima rodada de negociação com os banqueiros, ocorrida nesta quarta-feira, 29 de setembro, no 23o dia da Greve iniciada em 6 de setembro,  resultou na rejeição da proposta dos banqueiros.

Os bancários decidiram seguir em greve por justos salários e melhores condições de trabalho. Como as próximas conversas só serão na segunda-feira, dia 03 de outubro (17 horas), não tem banco aberto antes das eleições de domingo.

A proposta dos bancos, apresentada ao Comando Nacional de Greve, consiste de um plano para dois anos: 2016:  manutenção do reajuste de 7%, com abono de R$ 3.500 (um aumento de R$ 200 em relação à proposta anterior); e, 2017: aumento de 0,5% acima da inflação.

Para os dirigentes sindicais, a proposta não traz nenhum ganho real para a categoria, nem garante a manutenção dos empregos.  Para os bancários, a oferta dos banqueiros também não atende as reivindicações de saúde e condições de trabalho da categoria.

“Essa proposta é um desrespeito aos bancários. Além de reajuste abaixo da inflação, o que significa perda este ano de 2,62%, mesmo com o 0,5% de aumento real em 2017 entraríamos em 2018 com uma perda de 2,12%, mais a inflação”, critica José Avelino, presidente da Fetec-CUT/CN e integrante do Comando Nacional dos Bancários.

“Vamos aumentar a greve em todo o país, que é a única linguagem que os banqueiros entendem, para conquistar aumento real de salário e as reivindicações por emprego, mais saúde e melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades”, acrescenta Avelino.

Dados do Comando de Greve registram a paralisação em 13.254 agências e 28 centros administrativos, ou seja,   57% das locais de trabalho dos bancários estão fechados em todo o País. Nas 12 bases territoriais dos Sindicatos f

que continua forte em todo o país, fechando 1.902 agências nas 12 bases territoriais dos sindicatos filiados à Fetec-CUT/CN. Desde o primeiro dia da greve, em 6 de setembro, o índice de adesão cresceu 125% nas bases da Federação.

O QUE REIVINDICAM OS TRABALHADORES:

  • 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%;
  • Participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8 317,90;
  • Piso no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24); Vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário mínimo nacional (R$ 880);
  • Décimo quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.

O QUE OS BANCÁRIOS RECEBEM HOJE

  • Piso de R$ 1.976,10 (R$ 2 669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria).
  • Participação nos lucros e resultados: 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4.043,58.
  • Auxílio-refeição de R$ 29,64 por dia.

Para mais informações: http://www.bancariosdf.com.br/site/index.php

Fontes: Sindicato dos Bancários Brasília/Fetec-CUT/CN

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