A guerra: o decreto da suspensão de valores
Qual a razão de ser de uma guerra? Onde ela inicia e quando termina? Ninguém sabe! “Detenção de direitos humanos” e “suspensão de valores” são as mais seguras de todas as compreensões torácicas que se possa ter a respeito da guerra. Ninguém se torna dono de si mesmo. Não há segurança social, pois os homens vivem como animais irracionais. Não se pode permitir a guerra. Qual guerra? A luta contra os direitos do homem que se decreta como uma guerra fria, uma verdadeira saudação ao decreto!
Diante daquilo que se decreta nesta guerra fria, tem-se a resposta do destinatário, o qual se vê na obrigação de assumir o proposto. Oxalá conseguisse mesmo dar uma resposta positiva! O disposto exige o cumprimento do decreto, diz.
Depois de “dado e passado… sob o sinal e selo das armas”, se percebe que ao assumir um ofício o “dado” apenas representa um “conjunto de informações” reafirmando que nada é de graça e que as “armas”, muitas das vezes, não conseguem responder ao “sinal e selo” que por vez fora decretado.
Nesta guerra as “armas” apenas são em decretos. Feito, informo a todos que os dispositivos decretados pelos “sob o sinal e selo das armas” tem consumido boa parte dos recursos angariados. Temendo que tais decretos consumam também boa parte do sono e tranquilidade buscando fundos que ao meu ver não compete ao meu ofício, exponho o que o decreto, tão somente ele, exime minha obrigatoriedade em continuar com “armas” que não são meu usufruto.
Assim, nenhuma “arma” consegue ser eficiente  na guerra sem repor as munições. Qual “munição”, eu me pergunto, estou recebendo que justifica “atirar” recursos ao que foi decretado?
Alguém será que consegue, na infeliz vivência em uma guerra decretada, discorrer, com pormenores, o grande mal que a detenção de direitos humanos pode causar, não apenas a uma pessoa, senão a toda uma humanidade?
Numa guerra, ninguém está seguro, nem mesmo quem decreta. O que reina não são os bens que cada um juntou, antes o que se busca é a defesa da vida. Na guerra se tem que enxergar o dominador como se fosse um grande amigo o qual ansiamos sua partida e para o qual não devemos guardar saudades. Um dominador que causa nojo, náusea e espelha o medo. Espalha o pânico e faz brotar a incerteza. Qual é, todavia, o objetivo de uma guerra que decreta “sob o sinal e selo” as “armas”? Aliás, no mal tem algum objetivo que não seja ele mesmo?   Ao contrário da guerra decretada, tem-se o amor. Por isso pode dizer que o amor é nossa sombra e o vento, o exalar do amor vivido.
@Padre Joacir d’Abadia, Filósofo autor de 12 livros, professor de Filosofia Prática do Seminário Menor de Formosa-GO, e Pároco da Paróquia São José Operário em Formosa-GO


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Pe. Joacir Soares d’Abadia, Foi Pároco em Alto Paraíso-GO e hoje á Pároca da Igreja São José Operário, em Formosa-Goiás. Especialista em Docência do Ensino Superior, Bacharel em Filosofia e Teologia, Licenciando em Filosofia, membro do Conselho de “Pesquisas e Projetos” (UnB Cerrado), membro do Conselho de Presbíteros, Coordenador da Pastoral da Educação e Coordenador dos Padres do Setor IV. Escreve para os jornais: “Alô Vicentinos” (Formosa-GO) e “Carta de notícias” (Posse-GO). É o fundador do jornal “Ecos da chapada” (Alto Paraíso-GO). Ganhou, em 2011, o Concurso Internacional de Filosofia da “Revista Digital Antorcha Cultural” da Argentina e têm 4 obras publicadas no exterior. É autor 8 livros: “Opúsculo do conhecer” (Cidadela); “A caridade e o problema da pobreza na periferia” (Agbook); “A Igreja do ressuscitado” (Virtual Books); “Contos de barriga cheia” (Cidadela); “O eu autor” (B24horas); “Taffom Érdna: romance com a sabedoria” (Palavra e Prece); “A Filosofia ao cair da folha” (Cidadela) e “Riqueza da Humanidade” (B24horas). Contato: Whatsapp (61) 99315433 ou joacirsoares@hotmail.com


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Pe. Joacir Soares d’Abadia, Pároco em Alto Paraíso-GO, Especialista em Docência do Ensino Superior, Bacharel em Filosofia e Teologia, Licenciando em Filosofia, membro do Conselho de “Pesquisas e Projetos” (UnB Cerrado), membro do Conselho de Presbíteros, Coordenador da Pastoral da Educação e Coordenador dos Padres do Setor IV. Escreve para os jornais: “Alô Vicentinos” (Formosa-GO) e “Carta de notícias” (Posse-GO). É o fundador do jornal “Ecos da chapada” (Alto Paraíso-GO). Ganhou, em 2011, o Concurso Internacional de Filosofia da “Revista Digital Antorcha Cultural” da Argentina e têm 4 obras publicadas no exterior. É autor 8 livros: “Opúsculo do conhecer” (Cidadela); “A caridade e o problema da pobreza na periferia” (Agbook); “A Igreja do ressuscitado” (Virtual Books); “Contos de barriga cheia” (Cidadela); “O eu autor” (B24horas); “Taffom Érdna: romance com a sabedoria” (Palavra e Prece); “A Filosofia ao cair da folha” (Cidadela) e “Riqueza da Humanidade” (B24horas). Contato: Whatsapp (61) 99315433 ou joacirsoares@hotmail.com

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One Response

  1. Prof. João bosco

    A China precisa ser responsabilizada pelo decreto de assassinatos pelo mundo. Bom domingo de saúde e paz. Estamos passando por dias complicados, mas continuemos em oração para que Deus possa proteger o nosso povo nesses momentos de pandemia, fazendo os protocolos que as autoridades de saúde orientarem, pois com calma iremos superar a aflição. O vírus é chinês, mas Deus é brasileiro. ???

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Comentários

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