As cuias pintadas de Santarém, no Estado do Pará, geralmente usadas para tomar tacacá ou açaí (os índios as utilizam também para beber água, tomar banho no rio e até como prato), acabam de sair do anonimato para, desde o dia 11 de junho, integrar a lista do patrimônio cultural brasileiro.

As cuias são utilizadas também como brinquedos, instrumentos musicais, máscaras decorativas e, especialmente, nas barracas de venda de tacacá, iguaria típica da culinária paraense servida exclusivamente em cuias pintadas. As mais tradicionais se chamam pitinga. As de coloração preta se chamam cuia, apenas, e podem vir com suporte ou desenhos.

Todas levam pelo menos três dias de preparação artesanal, onde o fruto da cuieira é partido ao meio, deixado para amolecer na água, polido para a retirada das imperfeições com uma lixa feita das escamas do pirarucu e exposto ao sol antes do tingimento com o cumatê, pigmento natural extraído da casca de uma árvore chamada axuazeiro.

Em seguida, as cuias são colocadas em uma espécie de cama preparada com uma camada de areia e cinzas, de boca para baixo e abafadas com um pano ou lona, por seis horas.  Depois, elas ganham ainda mais valor com a pintura, incisão ou gravação de desenhos indígenas.

Contribuição – Guilherme Richelieu

 

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3 Responses

  1. Sabine heinze

    Se pode comprar as cuias ⁉️ Moro na Bahia e gostaria muito de ter umas

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Comentários

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