Em Campinas, travesti é assassinada e tem o coração arrancado. Por que tanta atrocidade?

Por Redação Xapuri

“Uma travesti foi morta hoje e teve o coração arrancado. O assassino justificou o crime dizendo que “ela era o demônio” e colocou a imagem de um santo sobre o corpo. É a atrocidades como essa que conduz o discurso LGBTfóbico e o desrespeito à diversidade. Basta de crimes de ódio!” – Guilherme Boulos, no Twitter.

O infeliz que assassinou um ser humano com na madrugada desta segunda-feira, 21 de janeiro, no Jardim Marisa, em Capinas (SP), superou qualquer requinte imaginável de crueldade. Primeiro, teve relações sexuais com a vítima, uma travesti. Depois a matou. Depois arrancou seu coração e o guardou em sua própria casa.

Preso depois de confessar o crime, Caio Santos de Oliveira, que também roubou o dinheiro e os equipamentos eletrônicos da vítimas, cujo nome social não foi revelado pela Policia Militar (PM). Segundo a PM, o homem foi abordado porque apresentou comportamento suspeito ao avistar uma viatura.

Também, de acordo com informações da PM, ao ser interrogado, primeiro o assassino forneceu informações falsas sobre sua identidade, mas logo depois confessou o crime e levou os policiais até o local onde havia deixado o corpo, com o tórax aberto e sem coração, em um pequeno imóvel às margens da Rodovia Miguel Melhado, no município de Campinas.

O assassino contou ter matado e arrancado o coração da vítima, usando cacos de vidro, no mesmo dia que a conheceu, no bar de propriedade dela.

Perguntado sobre a razão de tamanha atrocidade, respondeu apenas: “ela era um demônio.”  Em sua conta no Twitter, o ex-candidato a presidente da República e militante das causas sociais, Guilherme Boulos, atribui atrocidades como essa “ao discurso LGBTfóbico” e ao desrespeito à diversidade que vêm sendo incentivado pelos atuais detentores do poder em nosso país.

A decisão do governo JMB de excluir LGBTs das Diretrizes dos Direitos Humanos em seus primeiros dias de mandato, depois de esbravejar ódio durante toda campanha eleitoral expõe, no país em que mais se mata LGBTs no mundo, ao risco de muito mais crimes como este. Nossa solidariedade aos familiares da travesti de Campinas, e nossa força a quem luta por melhores dias para a população LGBT e para todos os povos oprimidos nesses novos tempos de incentivo à violência e de escancarado desrespeito à vida humana.

 

 

Bandeira Trans – Foto Observatório G

Bandeira da capa: DeFato Online

 

 

 

 

 

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