Sóbria de mim

Vá lá alguém fazer de si próprio confidente
Dar um voto de confiança à própria sombra
Há uma instância onde corre um grito infecto
alma ou comarca que atraiçoa toda uma esperançaJá me evadi, sou foragida, fora de lei
faço valer a minha voz aos quatro ventos
Essa sou eu, sem máscaras, sem subterfúgios
Resido só no vale da alegria e autenticidade
no respeito por mim mesma e pelo alheio

Se saio ilesa de tamanha mesquinharia
da subtileza das palavras vãs e amorfas
É porque não me importa a imagem que têm de mim
tudo o que eu quero, é ser sóbria de mim
e ler a paz nas alegações finais

Maria Fernanda Reis Esteves

Fonte: Luso Poemas

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