Florbela Espanca: Amar 

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…

Algumas notas:
  • Florbela Espanca foi uma poetisa portuguesa, natural do Alentejo, nascida em dezembro de 1894.
  • Estudou no Liceu de Évora, casou-se em 1913 com Alberto Moutinho, concluiu o Curso De letras dos Liceus e, posteriormente estudou direito na Universidade de Lisboa, onde fez contato com outros poetas da época e com um grupo de mulheres escritoras. Colaborou com jornais e revistas.
  • Casou 3 vezes, sendo que os casamentos fracassados, as desilusões amorosas e a morte acidental do irmão Apeles Espanca, na queda de um avião sobre o Tejo em 1927, marcaram a sua vida e a obra
  • Morreu em dezembro de 1930, aos 36 anos, em decorrência de problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica.
  • O seu atestado de óbito atesta como causa mortis um edema pulmonar mas, em algumas biografias da poetisa, é referido que a mesma se suicidou.

Fonte: wescribe.pt


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