(POEMA) CHÃO

Além do humanismo
Há a necessidade de libertação
Aos explorados sob os garfos e
Sobre o pátio do matadouro
Da pele que te cobre
Do relincho e do mugido
Do grasnar e do pio
Que não atende teu ouvido.
Tua piedade restrita e calada
Se for ignóbil não vale o gesto
Da tua mão quando te fazes
Carrasco:
Evita em ti a sede pela domesticação
Seja tua ou do outro e
Seja humano
Ou não. Recorda:
A faca que deita o gado na degola
Vende o mesmo lucro que te imola.

Augusto de Sousa

Fonte: Colectivo Libertário Évora 

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