ATAQUE AO POVO GAMELA: Quem dera o Brasil fosse apenas uma história de violenta ficção

Terminei de ler nesse final de semana o quinto volume do livro de fantasia “Uma canção de Gelo e Fogo”, ou, como mais conhecida no Brasil “As Crônicas do Gelo e do Fogo”,  o que me conduz ao posto de mais uma dentre os muitos expectantes (im)pacientes pela morosidade de produção do autor em lançar a próxima continuação de um imprevisto rol de livros até a conclusão da história.

Esses livros, que eu utilizei como um pequeno alívio prazeroso no meu cotidiano nem sempre tão agradável, concentram algumas verdades, talvez óbvias, mas nem por isso desnecessárias: ao contrário do que acontecem em obras de outros autores célebres da fantasia – como a minha divindade maior, Tolkien – apesar de ser construído em um ambiente onde criaturas fantásticas tais como dragões e mortos-vivos existem e tornam arriscada a vida dos humanos, a verdadeira monstruosidade, barbárie e selvageria retratada na história está posta no lado homo sapiens da força.

Percorrendo o quinteto de obras até o momento publicadas, lemos que dragões são máquinas de guerra praticamente invencíveis, mas que atendem aos comandos de seus mestres, incluso garotas de compleição frágil; lemos que mortos-vivos são realmente muito perigosos, mas que é possível vencê-los com artefatos de obsidiana ou aço valiriano e outras dicas preciosas da saberia ancestral guardadas pelos ‘Filhos da Floresta’; lemos sobre o ‘Povo Livre’, que descende dos ‘Filhos da Floresta’ são considerados selvagens e bárbaros, e que não reconhecem como seus mandatários os reis e os deuses dos Conquistadores, nem concebem o mundo baseado em cercas, muros e divisas, e que por serem insubmissos são perseguidos e mortos, expulsos do Reino, e obrigados a conviver com as ameaças, mas que quando essa ameaça deixa de ameaçar apenas a eles, eles então são convocados a fazer causa comum com o Reino, ainda que isso seja mau visto por uma maioria conservadora que não os acredita merecedores de continuar vivendo; lemos que, na verdade, o único motivo para que a aceitação reticente à colaboração do Povo livre na luta é o fato de que, se forem mortos pelos ‘Caminhantes Brancos’ irão fortalecer esse Inimigo; mas lemos que seres humanos escravizam, assassinam, estupram, mutilam outros seres humanos – inclusos crianças indefesas – sem remorsos; lemos que existem povos que se acham superiores a outros, apenas por possuírem uma cultura diferente, e que faz com que esses que se julgam melhores e mais elevados acreditem que por essa razão têm o direito de submeter essas pessoas, destituir delas suas terras e posses, condenar suas formas de expressão e crenças, escraviza-las ou as exterminar. Dentre os grupos mais odiados e perseguidos estão justamente os insubmissos, os Filhos da Floresta e o Povo Livre. Parece familiar para você?

Porque começo meu texto falando disso? Porque essa ‘fantasia escapista’ é, em sua forma e essência, a imagem especular desse nosso mundo. Porque ali, a única coisa inventada é o mundo e os seres que nele habitam, mas a forma de agir e pensar não fica devendo nada ao que vemos aqui, neste mundo.

Um mundo onde algumas pessoas se creem melhores que outras. Um mundo onde pessoas acreditam que não há nada de errado em matarem em mutilar outras pessoas. Um mundo onde pessoas matam pessoas. Um mundo onde pessoas são atacadas, mutiladas e acossadas pela única razão de estarem vivas. Um mundo onde as instituições que têm por papel defender as pessoas não fazem coisa alguma diante de um ataque tão brutal que beira ao inacreditável. Um mundo onde veículos de comunicação silenciam diante de um massacre, ou, no máximo, dão uma notícia pequena e mentirosa sobre o caso. Um mundo onde se questiona as identidades das vítimas, mas pouco se discute ou condena os agressores. Um mundo onde milhares lamentam a morte do Belquior, mas poucos derramam sequer uma lágrima por aqueles que foram alvejados por balas e tiveram membros quase decepados no Maranhão.

Este mundo talvez fizesse inveja ao pior vilão concebidos pela mente de George R. R. Martin. Este mundo é onde se passa a minha existência material. O meu mundo, o seu mundo, o nosso mundo. E porque é tão difícil? Porque o mundo de Martin é magnífico, e conta inclusive com uma linhagem sacerdotal capaz de ressuscitar alguns dentre os que são mortos, mas existe apenas no papel. Porém o Planeta Terra, provavelmente o único habitável em um vasto universo, esse é tão real quanto é real a crueldade que nele pulsa.

Aconteceu no domingo, 30 de abril. Sim. Abril. Ainda abril! Para fechar o ciclo comemorativo, talvez? No Município de Viana, Maranhão, o ataque se abateu sobre um grupo Gamela. Uma multidão de pessoas armadas com facões, paus e armas de fogo atacou os indígenas que já haviam decidido deixar uma área recentemente retomada de seu território ancestral.

Estavam se retirando, quando se depararam com a massa raivosa que os barrava o caminho. O ataque começou. Um grupo ficou para trás, para poder conter o avanço dos atacantes e dar tempo à fuga dos demais. A única coisa que tinham para se defender eram seus corpos – e coragem, muita coragem! Um grupo de heróis de bravura ímpar ficou para trás para salvar a vida dos demais. Se não tivessem feito isso, sabe-se lá quantos mais teriam sido feridos ou mortos.

Na hora do ataque, tivemos apenas tempo de fazer um cordão de proteção para que a maioria dos indígenas pudessem sair e se proteger. Os mais feridos, foram os que ficaram nesse cordão. (Depoimento de um dos Gamela*)

Esse grupo que permaneceu foi brutalmente ferido. Ao menos uma dezena foi ferida, mas os números são incertos, visto que muitos permanecem acuados até mesmo para solicitar ajuda médica. Cinco foram hospitalizados. Um já teve alta. Um se encontra com uma bala alojada no crânio. Um se encontra com uma bala no pulmão. Dois deles quase tiveram seus membros decepados. Se encontram com fixadores para sustentação e os médicos garantem que farão o possível para que as mãos e pernas não sejam perdidas. Pessoas. Seres humanos. Neste país. Neste mundo. Nada de ficção aqui.

Qual a motivação do ataque? Pode ser que perguntem. Bom, a primeira de todas é aquela que já sabemos há mais de cinco séculos: são indígenas. Um dos muitos povos que ousam estar vivos, a despeito de tudo que já foi tentado para extermina-los. Um dos muitos povos que ainda lutam por esse Direito Fundamental recepcionado e reconhecido por toda a humanidade, o de estar vivo. E, que pela necessidade de estar vivo também precisa de um lugar para existir. Não qualquer lugar, mas o lugar de pertença, o que faz sentido, o que é imemorial e Originário.

Com a intenção de liberar das cercas seu Território Sagrado, os Gamela vinham já realizando o que chamou-se de ‘Movimento Corta-Cerca’, no qual realizaram ações de remoção das cercas de arame farpado que passam por suas terras, memórias e história ancestrais. O movimento foi divulgado na mídia através de uma carta** postada na página do CIMI, bem como circulou dentro dos grupos de indígenas. Foi motivo de celebração pela bravura dos parentes. Foi motivo de irritação entre aqueles que acreditam ser donos de tudo. Um dos trechos da carta, fala de duas árvores de importância sagrada e ancestral, que pretendiam libertar das cercas que cortavam o fluxo de sua história:

“Há anos um invasor aprisionou um pequizeiro e um bacurizeiro centenários, com cerca de arame farpado. Ambos guardam em seus galhos e frutos parte de nossa memória. Jamais vamos aceitar que aprisionem o que somos. Ainda mais dentro do território tradicional”.

Na sexta, 28 de abril, retomaram uma área incidente sobre o território tradicional reivindicado,  contígua à aldeia Cajueiro Piraí. A área era usada para criação de búfalos e gado. Como parte de suas ações, haviam mais cedo no mesmo dia trancado a Rodovia MA-014, em apoio à Greve Geral e ao 14º  Acampamento Terra Livre (ATL), que ocorria em Brasília. Divulgaram uma nova carta acerca desta ação. Eis um trecho:

“Nossos pés em dança reafirmaram o Direito à Terra dos Encantados à qual pertencemos. À tarde seguimos em RETOMADA para libertar mais um pedaço do nosso Território aprisionado por fazendeiros. A resposta dos nossos Encantados veio em forma de chuva generosa e abundante. Nossos rios e igarapés transbordaram; açudes construídos sobre Lugares Sagrados foram rompidos. Águas se encontraram. Teremos peixe e pássaros em abundância”

Dois dias se passaram. E então veio o ataque.

 

Sei que qualquer pessoa que tenha a intenção de conhecer os fatos ocorridos poderia recorrer aos não muitos veículos de comunicação que divulgaram os fatos, mas para mim importa discorrer sobre eles. Importa dizer que os Gamela cortaram cercas. Importa, porque para puni-los quase cortaram as mãos e os pés de Aldely e José Ribamar.

Porque tem uma bala alojada no pulmão de José André. Porque há uma no crânio de Francisco. Porque Inaldo ficará para sempre com a cicatriz da bala que pegou de raspão. Porque Aldely também tem um ferimento de uma bala que atingiu de raspão seu rosto, e diversos outros ferimentos de faca em todo o seu corpo. Porque ainda tem gente no mato com medo demais para procurar auxílio médico. Porque tentaram matá-los.

A todos eles. Um grupo de homens, mulheres, crianças. Porque poderiam tê-lo feito, pois a polícia nada fez para defende-los. Porque até agora os criminosos não foram presos. Porque nós que nos lembramos sabemos que talvez sequer haja investigação. Porque o delegado da cidade deu uma declaração dizendo que ‘existe dúvida sobre se são realmente índios’.

Porque o Ministro da Justiça emitiu uma nota chamando os Gamela de ‘supostos índios’.  Porque há provas do envolvimento de um Parlamentar no grupo que incitou e organizou os ataques. Porque alguns veículos de comunicação divulgaram o caso chamando o massacre de ‘confronto’. Porque existe uma parcela da população que simplesmente ignora por vontade e iniciativa próprias o fato de que esse massacre começou na invasão da América, e perdura até os dias de hoje.

É importante falar sobre a desproporção entre cortar uma cerca de arame e ter sua mão cortada até quase se desprender de seu braço. É importante falar sobre a desproporção entre interromper por algum tempo o direito de ir e vir da população que tem carro para trafegar e quase ter suas pernas decepadas na altura dos joelhos. É importante falar da desproporcionalidade entre lutar pelo direito de respirar o mesmo ar que seus ancestrais respiram desde os tempos imemoriais e ter seu pulmão atravessado por uma bala.

É importante falar em lutar para memória de seu povo, e ter seu crânio invadido por um projétil que talvez cause danos irreparáveis em seu cérebro. É importante falar sobre a desproporcionalidade entre cortar uma cerca e pagar com a vida. É importante falar sobre a diferença entre a bravura de cinco pessoas desarmadas que fizeram um cordão de isolamento para conter um ataque e a covardia de pessoas que atacaram com paus, facas e armas.

Não posso deixar de me recordar de um livro quase tão antigo quanto a invasão destas terras: O Príncipe, de Maquiavel. O Brasil foi invadido em 1500. Maquiavel escreveu seu livro em 1513. Um texto muito interessante, e cheio de atualidade, sobretudo quando ele fala acerca da questão da propriedade.

Na obra, o autor alerta o monarca sobre os riscos de mexer com a propriedade de seus súditos, dizendo-lhe que ele poderia fazer qualquer coisa contra aqueles que estavam debaixo de seu poder, inclusive tirar a vida de seus pais e filhos, mas que de preferência, não mexesse com suas propriedades. Porque os homens são capazes de perdoar até quem lhes tira seus entes queridos, mas nunca perdoariam aquele que os privassem daquilo que consideram suas posses.

No Brasil, as palavras de Maquiavel se revelam em notável verdade e em constante vitalidade no cotidiano de vários povos em diferentes regiões do país. Invasores chegam, botam cercas e cortam o fluxo de existências inteiras. Consideram-se donos. Donos da terra e até do direito de decidir sobre a legitimidade da identidade de outras pessoas. Donos da única forma de vida e visão de mundo aceitável. Donos de tudo. E aqueles que tentam reagir a essa opressão hedionda pagam com suas vidas.

Também é importante falar sobre um Estado que oscila entre os papéis de omisso e coautor do genocídio dos povos indígenas no país. Também é importante falar sobre instituições que têm por missão a proteção da vida e a garantia da Justiça, mas que nada fazem, e ainda fazem declarações descabidas levantando questionamentos sobre a identidade de Pessoas. Também é importante falar sobre a ignorância voluntária da esmagadora maioria dos brasileiros sobre o que acontece com outros que, afora as diferenças e especificidades, também não deixam de ser brasileiros. (Afora o simples fato de serem todos seres humanos, não é mesmo?).

É importante falar desse silêncio midiático, e dessa surdez populacional, mesmo diante do que é ensurdecedor. Se faz tão necessário porque vivemos nesse mundo cada vez mais politizado, midiatizado e onde a informação circula sim e muito.

Circula tanto que se faz superficial, que acarreta em uma incapacidade de sentimento profundo, de empatia verdadeira, de comoção que dure mais do que os 15 segundos gastos entre o ler da chamada, o apertar do botão da reação e o compartilhar – agora restringido pelo modo como cada um posta suas publicações.

É importante porque é dentro dessa atualidade insanamente insensível eu me encontro (?), onde a mesma velocidade do consumismo célere de informações vem se imprimindo no volume de casos de violência contra os povos indígenas, país afora.

É importante porque essa superficialidade faz com que tudo se desfaça no ar, menos as marcas dos tiros e facadas no corpo daqueles cinco homens que foram hospitalizados por terem segurado uma multidão de assassinos. E é importante porque o medo, a dor e o desespero ficam e voltam.

É importante, porque existe o grupo da militância, dos movimentos sociais vários, das diferentes causas – em sua maioria, bastante legítimas e defensáveis, muitas vezes alinhados em direções partidárias diferentes. Grupos que muitas vezes tem convocado os parentes a cerrar fileiras em suas mobilizações e reivindicações.

Chamam, porque entendem que podemos nos unir em torno de causas e ‘inimigos comuns’. E também porque sabem que os parentes são guerreiros, são bravos e não fogem da luta, mesmo as forças são absurdamente desiguais. Sabem, e os cinco que foram feridos neste domingo o testemunham. Sabem, porque há mais de cinco séculos vem sendo assim, e é somente por isso que os que restam ainda estão vivos.

Não há como deixar de falar deles, visto que uma parte do ataque se deu por uma ação feita pelos Gamela no 28/04, quando o Brasil teve aquela que está sendo tratada como a maior paralização da história do país, ação com data marcada para ser executada em conexão com o ato nacional.

Não há como deixar de falar, porque apesar de sermos convocados a fazer causa comum aos demais cidadãos brasileiros, uma quantidade quase majoritária deles não fazem causa comum aos indígenas na hora em que os ataques chegam. Nesse momento vemos que os indígenas têm causas comuns com uma inumerável quantidade de outros indivíduos, mas que esses não fazem causa comum à luta indígena na hora que os ataques chegam.  Na hora em que os ataques sejam, nós estamos sozinhos.

É importante porque existe também os #paz #gratidão #namastê #haux #Ahow #awere #postaselfiecomcocar, esses, os “Somos todos um”. Não tenho como deixar de falar especificamente deles, sobretudo depois de uma conversa de quase madrugada inteira que tive com uma conhecida acerca desse grupo em particular de indivíduos, na mesma madrugada da noite que se sucedeu aos ataques.

Impossível não falar em especial deles, porque de todos, são os que mais me deixam com um persistente gosto de amargo na boca. Porque se aproximam e se declaram amantes das culturas indígenas. Porque não perdem um único ritual em busca de sua cura e elevação espiritual. Mas que na hora em que vem os ataques não são vistos.

Onde estão vocês, #somostodosum quando as balas estão sendo disparadas? Quando as vidas são ceifadas? Quando os poucos direitos que temos são negados e ameaçam ser jogados na lata do lixo? Sim, é uma pergunta retórica… sei aonde estão. Sei que não podemos contar com vocês, na nossa luta diária de cinco séculos por permanecer vivos. Sei que não somos todos um, e sei que suas mãos também estão sujas de sangue.

A obra ‘Uma Canção de Gelo e Fogo’ é de fato uma notável ficção, e nela se encontra outra verdade que há muito já chegou a esse nosso plano material, já sendo do conhecimento de uma quantidade razoável de pessoas: no fim das contas, quem tem a capacidade de salvar o mundo da destruição é justamente o povo que foi expulso e condenado à morte desde a chegada dos “Conquistadores”.

Na hora mais aterradora, era aquele povo antigo, os “Filhos da Floresta”, que se lembrava do que fazer para combater a ameaça. Sabiam, porque se lembravam, porque ainda tinham contato com os animais, as plantas e os próprios deuses… Dado que a grande maioria dos Filhos da Floresta foram exterminados ou estão tão inalcançáveis dos homens que não podem mais ser acessados, o conhecimento que permaneceu está com o Povo Livre, que ainda se lembra.

Neste lado não ficcional da existência, existe um povo que se lembra. Um povo que sabe e que por saber é capaz de ensinar o que precisa ser feito. Isso vale tanto para a espiritualidade, quanto para o mundo material. Por esse motivo, não é desacertado que muitos busquem as culturas indígenas para se curar e se salvar. Não mesmo. O problema está na falta de consciência de que enquanto alguns encontram a cura, os Filhos da Floresta do mundo real vêm perdendo suas vidas. O problema é que estamos sendo mortos.

… Quem dera o Brasil não fosse mais que uma fantasia escapista, ainda que eu duvide que alguém tivesse o anseio de escapar para ele. Quem dera fosse possível escapar dele, isso sim!

Quem dera esse país fosse apenas um livro. Eu poderia escolher não lê-lo.

Informações sobre os feridos, atualizadas na noite de 1º de maio:
1. Aldely de Jesus Ribeiro: Encontra-se no Centro Cirúrgico do Hospital Socorrão 2, em São Luís. Sofreu várias lesões de arma branca por todo o corpo, situação de politrauma, risco. Também foi atingido por um tiro de raspão. Está usando dois fixadores nos punhos, estão fazendo o possível para que não perca as mãos, pois tentaram decepá-las. A tíbia (osso da canela) também está lesionada, usando fixador nessa região também.

  1. José Ribamar Mendes: Situação estável, mas também está usando dois fixadores nos punhos, pois tentaram decepar as mãos.
  2. Francisco Jansen da Luz: Está com um projétil (bala) alojada no crânio. Deverá passar por um procedimento cirúrgico.
  3. José André Ribeiro: Internado na enfermaria do Socorrão 2, com um projétil (bala) alojado no lado direito do pulmão.
  4. Inaldo Serejo: Teve alta, tiro de raspão.

______________

* O depoimento chegou até mim através de Maria Lídia Melo, de São Luis do Maranhão, pessoa que conheci em meio a essa atrocidade, e que tem forneceu as informações sobre o estado dos feridos.

** Leia aqui a carta de  Kum’tum Gamela acerca da ação  http://cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&action=read&id=9208

ANOTE AÍ:

As fotos desta matéria foram selecionadas por Jairo Lima (www.cronicasindigenistas.blogspot.com.br) e são da autoria de:

Imagem 1: “Mirada” – Autora: Raial Orotu Puri
Imagem 2: Autor: Eric Lacombe
Imagem 3: Autora: Jessica Rimondi
Imagem 4: Guernica – Autor: Pablo Picasso
Imagem 5: Fonte: Ali Express
Imagem 6 (capa): Autor: Loui Jover

jairo-foto-raial

 Raial Orotu Puri – Indígena do povo Puri. Graduada em Direito. Doutoranda em Antropologia. Chefe de Divisão no IPHAN/Acre. Assessora jurídica da Federação Indígena do Povo Huni Kui do Acre (FEPHAC). 

Deixe uma resposta