Se vai se “fantasiar de índio” vai na nossa forma mais real. Vai sangrando!

Iasypitã Potiguara

Quem vive a história sabe do que fala e de qual lugar. Com  palavra  Iasypitã Potiguara. Ouça:

“Se vai se “fantasiar de índio”, vai direito.
Vai com as marcas de balas dos Guaraní Kaoiwá.
Vai fantasiado com o desespero dos Potiguara do Katu, tendo suas casas derrubadas.
Vai como os Tapuia do Tapará, vendo suas terras em chamas
Então se vai de “índio”, vai direito.
Se vai de índio, vai com a corda no pescoço, como muitos jovens Indígenas, que cometem suicídio por falta de oportunidades.
Se vai de “índio”, vai como o índio culto que aprendeu a conjugar os verbos e usar os pronomes. Não desmereça nossos esforços para aprendermos o vosso português. Nos alfabetizamos.
Mesmo não sendo algo fácil para nós, temos escolas nas nossas aldeias, que nos ensinam muito bem.
Então se vai de “índio”, vai com a consciência de que nós mulheres Indígenas, não somos fetiches de colonizadores. Não nos hipersexualizem!
Se vai de “índio”, vai sabendo que não somos fantasias, somos realidade, sangramos sobre a terra todos os dias.
Então vai lá, vai na nossa forma mais real. Vai sangrando!”

Fonte: Cada Minuto

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