Aqui na Xapuri, nossa primeira matéria sobre o movimento internacional conhecido como Outubro Rosa, que simboliza a prevenção, o incentivo ao diagnóstico precoce e a luta contra o câncer de mama, foi veiculada em novembro de 2014, na edição 01 de nossa revista impressa.

Nela, compartilhamos informações básicas sobre o movimento que surgiu na última década do século 20, nos Estados Unidos. Contamos que o laço rosa foi usado pela primeira vez em 1990, em Nova York, durante a primeira Corrida pela Cura do Câncer de Mama, realizada pela Fundação Susan G. Komen (www.komen.org).

Contamos também que ninguém sabe ao certo onde, nem como começou o costume de iluminar de rosa prédios e monumentos ao redor do mundo, mas que no Brasil o primeiro prédio iluminado de que se tem notícia foi o Mausoléu do Soldado Constitucionalista, mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, no dia 02 de outubro de 2002.

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foto: Lúcia Resende

Em outubro de 2015, fizemos nova matéria. Nela, contei que em 30 de junho daquele ano  fui diagnosticada com um câncer de mama, tipo HR2, grau 3, de tumor primário oculto com carcinoma metastático na região axilar direita.  Contei também como, em poucas horas, minha vida virou de ponta-cabeça.

Falei com franqueza dos momentos difíceis, dos altos e baixos do tratamento, do processo doloroso para tentar localizar o tumor primário e identificar  o tipo de câncer, e depois, semanas mais tarde, sobre o próprio tratamento, que acabou resultando em 24 sessões duplas de quimioterapia , (acontecendo até hoje), e em uma mastectomia bilateral radical, realizada no dia 3 de dezembro.

Durante todo o período de tratamento recebi, de uma multidão de anjos e anjas Brasil e mundo afora, uma quantidade imensa de dicas fundamentais para conviver, combater, superar e vencer o câncer.

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foto: Lúcia Resende

Agora, em outubro de 2016, com o maravilhoso diagnóstico de meu corpo está livre de células cancerígenas ativas, comecei a organizar essa quantidade de contribuições generosas que recebi – desde orações (das mais diferentes crenças e religiões) a chás e poções, a dietas anticâncer.

Muitas  são lições importantes que adotei e continuo usando porque me ajudam a  viver melhor, mais saudável e mais feliz  depois da cura.

Dentre elas, uma das que mais me ajudaram foi a sugestão de leitura do livro Anticâncer – Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais, da Editora Ponto de Cultura. Nele,  o médico David Servan-Schreiber relata como lutou contra um câncer no cérebro, diagnosticado aos 31 anos de idade, e como inventou uma nova maneira de viver durante e depois do tratamento.

“Todos temos um câncer dormindo em nós. Como todo organismo vivo, nosso corpo fabrica células defeituosas permanentemente. É assim que nascem os tumores (…) No Ocidente, uma pessoa em cada quatro vai morrer de câncer, mas três em cada quatro não morrerão”.

O médico David atribui à adoção de uma dieta anticâncer, naturalmente junto com o tratamento tradicional e com todos os tratamentos alternativos possíveis, a capacidade do corpo humano de desenvolver as defesas necessárias para vencer o câncer.

Para esta edição de segundo aniversário da Xapuri, ao reiterar o compromisso editorial  da revista e a minha adesão pessoal ao Outubro Rosa, volto a compartilhar a informação veiculada na edição de 2015,  sobre os fatores de agravamento e de proteção da dieta anticâncer do médico David que, mesmo com um câncer gravíssimo, conseguiu sobreviver por mais de 15 anos.

Boa Leitura, Bom proveito!

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Zezé Weiss

Jornalista
Socioambiental

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