Racismo: Pretos também consomem. O texto a seguir é um desabafo e denúncia. Chega de humilhação ao povo preto. Quem nos traz a triste história é nossa convidada da live de amanhã, dia 02 de fevereiro. É muito triste ver que para o Mercado o tom de pele e a aparência ainda são os indicadores de quem pode ou não consumir nesse país.

Por Lucilene Kalunga
Sou cliente da operadora Vivo há mais dez anos. Na tarde de ontem (27) fui até uma loja no centro na capital Goiânia na intenção de adquirir um produto. Entrei na loja e enquanto olhava alguns produtos que estavam na exposição, infelizmente não fui atendida por nenhum vendedor. Estavam conversando entre eles e continuaram. Eu cheguei a perguntar como funcionava o atendimento ali, ninguém respondeu… então peguei o celular e resolvi fazer umas imagens do local.
É muito triste ver que para o Mercado o tom de pele e a aparência ainda são os indicadores de quem pode ou não consumir nesse país.
Nem sei se a questão é essa: talvez julguem que o dinheiro do negro vale menos, talvez não queiram vender pra um negro. Não sei.
Ah! nas imagens dá pra ver que a loja está vazia não estava cheia de clientes!
Lojistas, incluam o racismo na pauta de discussão e treinamento de sua empresa.
E lembrem-se: Pretos também consomem.

Lucilene dos Santos Rosa, quilombola Kalunga, mulher negra, mãe, graduada em turismo e pós-graduada em história da cultura afro-brasileira. Integrante do Fórum Goiano de Mulheres; integrante do Grupo de Mulheres Negras Malunga; Conselheira do Conselho Estadual da Mulher; representante civil na Comissão Especial de Promoção da Igualdade Racial do IFG, ex Conselheira do Conselho Estadual de Igualdade Racial. Esteve Gerente de Comunidades Tradicionais e Projetos Intersetoriais no governo do Estado Goiás. Foi assessora da Comissão de Direitos Humanos e Coordenadora do Programa Parlamento Jovem na Câmara e Municipal de Goiânia.

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