Para que nunca mais aconteça, nestes tempos em que sai Vélez e entra o copia do discurso nazista, trocando apenas a palavra “judeu” pela palavra “comunista”, conforme documentado pelo DW, seguiremos compartilhando a brilhante defesa de Lucinha Araújo da integridade de seu filho, o nosso amado Cazuza.

Caro Sr. Ricardo Vélez Rodriguez, Ministro da Educação, se meu filho estivesse vivo tenho a certeza de que pediria piedade, mas como não sou ele e minha idade suprimiu os panos quentes, considero inadmissível uma pessoa ocupando o cargo que ocupa não ter a preocupação de citar uma pessoa pública sem compromisso com a verdade.

Não venho a público para discussão política, nesse momento, por mais que os discursos retrógrados, que agridem a liberdade individual dos cidadãos brasileiros em suas escolhas pessoais vão contra a todos os princípios pelos quais trabalho à frente da Viva Cazuza há 28 anos.

Cazuza foi um artista que deixou um legado através de sua obra, e isso não é a mãe do artista quem está dizendo, mas sim pela importância de sua obra, do número de novos artistas que a regravam, do quanto é tocado nos rádios, do quanto é baixado nos streamings, mesmo depois de 28 anos longe de nós.

Se achar que é pouco, gostaria de lembrar que Cazuza foi a primeira pessoa pública no Brasil a assumir sua condição de HIV positivo, o que possibilitou a luta pelo acesso universal do tratamento, o que fez do Brasil um país reconhecido mundialmente pelo programa de Aids e posteriormente imitado por outros tantos.

Posso vislumbrar que não seja prioridade do atual governo programas sociais que visem a igualdade de direitos, respeito as minorias, educação e saneamento básico co

Mas, não posso deixar que declarações levianas coloquem na boca de Cazuza o que ele nunca disse. Gostaria de deixar aberta a possibilidade de se retratar publicamente para que não seja necessário ter que tomar providencias jurídicas.”

Atenciosamente,
Lucinha Araújo”

 

A RAZÃO DA CARTA DA MÃE DO CAZUZA

Em sua página no Facebook, o jornalista e blogueiro acreano Altino Machado resumiu as razões da carta da mãe do Cazuza para o ministro colombiano da Educação do Brasil. Veja a nota do Altino:

UM MINISTRO DESQUALIFICADO –– O colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação do Brasil, já declarou que “universidade não é pra qualquer um”, que o “brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo”.

Chegou a atribuir a Cazuza uma frase que o artista nunca disse ao declarar em entrevista que “liberdade não é o que pregava Cazuza, que dizia que liberdade é passar a mão no guarda”.

A frase é de autoria desconhecida e ganhou popularidade nos anos 1980 com o Casseta e Planeta.

O bobão teve que telefonar e pedir desculpas para Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, além de se pronunciar publicamente após a carta que ela enviou.

O MINISTRO COLOMBIANO DA EDUCAÇÃO DO BRASIL SE RETRATA

Ricardo Vélez

@ricardovelez

Liguei para Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, para desfazer o equívoco de uma resposta que dei atribuindo a ele frase de um programa humorístico. A conversa foi tocante e combinamos uma visita a ela quando eu for ao Rio. O amor do coração de uma mãe por seu filho é algo valoroso.

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