Por: Ailton Krenak

É ter que lutar a cada dia para se fazer respeitar.

É proteger a vida, proteger a aldeia, proteger a nossa própria segurança pessoal.

É manter-se vivo.

É tentar proteger os lugares onde nós vivemos – o rio, a floresta – com a nossa própria vida, porque o Estado está totalmente rendido.

É uma situação de “salve-se quem puder”.

É defender o direito à vida, o direito de ir e vir e de se expressar, porque estão todos em suspenso.

É assistir a uma disputa muito grande do interesse privado sobre o interesse comum. Como o povo indígena vive de uma maneira que expressa o direito coletivo, ele fica muito exposto a essa violência colonialista que quer devastar tudo.

É sofrer por Belo Monte, lá no Xingu; pelos índios Kaiowá Guarani, no Mato Grosso do Sul; pelos Guaranis, no Pico do Jaraguá, em São Paulo; pelos Uru-Eu-Uau-Uau, em Rondônia.

Tudo isso são exemplos gritantes da violência que tem sido feita contra o interesse coletivo dos povos indígenas do Brasil nos dias de hoje.

Brasília -Acampamento Terra Livre 2019 (José Cruz/Agência Brasil)

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