Por: Eduardo Pereira

Em Brasília, as águas de março já se foram, o tempo da seca já chegou e, mesmo assim, o vírus transmitido pela fêmea do mosquito Aedes Aegypti continua fazendo centenas de vítimas em todas as cidades do Distrito Federal.

Com medo da dengue, que se espalha por outros estados brasileiros, muita gente tem exterminado as bromélias de seus vasos e jardins. Isso com base na crença de que, por reterem água no meio de suas folhas, essas lindas plantas ornamentais também são responsáveis pela proliferação do Aedes Aegypti.

 

Felizmente, um estudo desenvolvido pelo biólogo Marcio Mocelin, do Instituto Osvaldo Cruz (IOC – Fiocruz), no Rio de Janeiro (RJ), mostrou que as bromélias não propagam dengue, já que o mosquito só se reproduz em água limpa e parada, e o líquido retido entre as folhas das bromélias é composto por um suco biológico que o torna impróprio para a reprodução do Aedes Aegypti.

Mocelin avaliou 156 bromélias durante um ano inteiro, e apenas 0,07% de um total de 2.816 formas imaturas de mosquitos coletadas nas bromélias durante o período correspondiam ao Aedes Aegypti. E mesmo no mês de abril, período em que houve a maior taxa de captura, das 376 formas imaturas encontradas nas bromélias analisadas, apenas dois exemplares eram equivalentes ao gênero Aedes.

Portanto, nada de implicar com as bromélias, porque a culpa não é delas!

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