A cada 38 minutos, um homem morre em decorrência do câncer de próstata no Brasil. Para prevenir mais mortes, a Sociedade Brasileira de Urologia preparou uma lista de mitos e verdades sobre essa doença, que representa 28% dos casos de câncer no homem brasileiro:

VERDADES:

Ter pai, irmão ou tio com a doença aumenta meu risco: A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a doença. Um parente de primeiro grau com a doença duplica sua chance. Dois familiares com a doença aumentam essa chance em cinco vezes. Para quem tem casos na família, o recomendado é procurar um urologista a partir dos 45 anos.

Pessoas da raça negra têm maior risco de desenvolver a doença: Estudos apontam que afrodescendentes têm risco 60% maior de desenvolver a doença e a taxa de mortalidade é três vezes mais alta.

O sedentarismo pode aumentar o risco: O sedentarismo e a obesidade estão relacionados a alterações metabólicas que podem levar a alterações moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia.

A atividade física ajuda na prevenção e no tratamento: Essa prática saudável pode agir de modo protetor e tem sido um fator modificável para o câncer de próstata por causa dos seus potenciais efeitos de fortalecimento imunológico, prevenção da obesidade, modulação dos níveis hormonais e redução do estresse.

MITOS:

O câncer de próstata é uma doença do idoso: Embora o risco para a doença aumente significativamente após os 50 anos, cerca de 40% dos casos são diagnosticados em homens abaixo desta idade. Entretanto, a doença é rara antes dos 40 anos.

PSA aumentado é sinal de câncer de próstata. PSA baixo é sinal de ausência da doença: O antígeno prostático pode apresentar alterações em várias situações que não o câncer, como a hiperplasia benigna da próstata, prostatite (uma inflamação) e trauma. Entretanto, estima-se que o câncer de próstata está presente em 15% dos homens com níveis normais de PSA, daí a importância da avaliação médica e do toque retal.

Todos os casos de câncer de próstata precisam de tratamento: A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, com o monitoramento periódico da evolução da doença e intervenção, se houver progressão da mesma.

Pode-se esperar os sintomas para procurar o médico: Em estágio inicial, quando as chances de cura beiram 90%, a doença não apresenta qualquer sintoma. Geralmente, os principais sintomas relacionados à próstata são devido a hiperplasia prostática, crescimento benigno da glândula, como jato urinário mais fraco, sensação de urgência miccional ou de esvaziamento incompleto da bexiga, entre outros.

Fonte:  http://portaldaurologia.org.br/destaques/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-prostata

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