Por: Fernando José Cantele 

Através de uma visão macro, as imagens desta matéria narram a poesia de um lugar difícil e desfalecido sobre os reflexos de um fenômeno sócio-climático muito comum, que ocorre na Caatinga do sertão nordestino.

Caatinga em tupi-guarani significa mata branca. Essas são características dadas à vegetação, com exemplares que, em tempos de estiagem, perdem as folhas, criando um aspecto seco e sem vida.

Acredita-se que esse bioma seria o resultado da degradação de formações vegetais, tais como a Mata Atlântica e Floresta Amazônica. Logo, criou-se a falsa ideia de que sua vegetação era homogênea e pobre em espécies, no entanto, pesquisas apontam que a Caatinga é muito rica em biodiversidade.

Hoje, o contexto da paisagem mostra mudanças fisionômicas influenciadas pelo clima e impactos diretos e indiretos causados pela ação humana. A relatividade caracterizada pelo atraso da precipitação de chuvas constrói o que chamamos de “poética das vidas secas”.

 

Aqui, o ciclo sazonal morre, dando lugar ao ciclo estático da seca, é como um rito de passagem, porém com deficiências no estágio de renovação.

Os ossos nos aproximam dos resultados dessa transição, a ausência de cor capta o caos, a morte, o luto e a dor resignada de um pastoril inexistente, o fantasma da seca resultante da relação entre sociedade e meio ambiente.

Cada um desses pontos de vista se afirma como uma das principais preocupações, a ciência mostra que o maior processo de degradação da Caatinga veio juntamente com a expansão da pecuária.

De acordo com o trabalho de geoprocessamento do CRN/INPE, entre 2013-2014, dados gerais do monitoramento revelam 39,98% de Caatinga preservada, 45,06 % de Caatinga degradada, 7,24 % de solo exposto, 6,45 % de lavoura, 0,76 % de corpos d’água e 0,32 % de área urbana.

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